O preço de vários alimentos essenciais registou uma nova subida de custo na última semana, com destaque para o azeite virgem extra, que voltou a ultrapassar os sete euros por garrafa, e para os cereais integrais. Entre 15 e 22 de outubro, os consumidores portugueses sentiram aumentos significativos em produtos básicos, segundo a monitorização semanal de preços divulgada pela DECO PROteste, associação portuguesa de defesa do consumidor.
Subida de preços
De acordo com o Notícias ao Minuto, os alimentos que mais encareceram percentualmente foram os cereais integrais, cujo preço subiu 15 por cento, o queijo flamengo fatiado, com um aumento de 13 por cento, e o carapau, que registou mais 9 por cento.
Já o azeite virgem extra subiu oito por cento em apenas sete dias, passando de 6,65 para 7,17 euros por uma garrafa de 75 centilitros, segundo os dados da DECO PROteste. Este valor representa a primeira vez que o preço volta a superar os sete euros após doze semanas consecutivas abaixo deste patamar.
De acordo com a mesma fonte, no início do ano, o azeite virgem extra custava 9,52 euros, mas desde abril tem permanecido quase sempre abaixo dos sete euros.
O recorde registou-se em abril de 2024, quando uma garrafa chegou a custar 12 euros, o preço mais alto desde que a DECO PROteste iniciou a monitorização de 63 bens alimentares em janeiro de 2022.
Cabaz alimentar com aumento discreto
Além dos produtos individuais, o custo do cabaz alimentar, que agrega bens essenciais, também sofreu um acréscimo. Na última semana, o preço médio subiu 48 cêntimos, equivalente a 0,20 por cento, situando-se agora nos 242,24 euros.
A DECO PROteste destaca que no início do ano o mesmo cabaz custava 6,07 euros a menos, e que em janeiro de 2022 podia ser adquirido por 54,54 euros menos, uma diferença de quase 30 por cento.
A associação acompanha semanalmente a evolução dos preços em supermercados com loja online, calculando o preço médio por produto e somando os valores para determinar o custo total do cabaz.
Comparando com o início do ano, os alimentos que mais subiram incluem os brócolos, com um aumento de 34 por cento, os ovos, que subiram 32 por cento, e a laranja, com mais 24 por cento.
Desde que a monitorização teve início, em janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais registaram-se na carne de novilho para cozer, que duplicou de preço, nos ovos, que subiram 86 por cento, e na laranja, com uma valorização de 71 por cento, segundo a mesma fonte.
Tal como refere o Notícias ao Minuto, a evolução dos preços alimentares continua a preocupar consumidores e especialistas. A DECO PROteste mantém a monitorização semanal para permitir acompanhar tendências e antecipar impactos no orçamento familiar, oferecendo uma fotografia detalhada da inflação no setor alimentar
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