A esperança de vida em Portugal voltou a aumentar e as mulheres continuam a apresentar uma longevidade superior à dos homens. Os dados mais recentes mostram que a população portuguesa pode esperar viver, em média, 81,85 anos, embora existam diferenças significativas entre os dois sexos e as várias regiões do país.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), que divulgou os novos resultados esta sexta-feira, 30 de outubro, a esperança de vida à nascença foi estimada em 79,22 anos para os homens e 84,26 anos para as mulheres, no triénio 2023-2025. Em comparação com o período anterior, a longevidade aumentou 3,4 meses no caso dos homens e 3,1 meses nas mulheres.
Esperança de vida aumentou mais de três meses
Os resultados mostram que a esperança de vida à nascença passou de 81,57 anos, no período 2022-2024, para 81,85 anos, no triénio seguinte. Esta evolução representa um aumento de cerca de três meses, confirmando a subida do indicador utilizado para avaliar a longevidade da população portuguesa.
Segundo a mesma fonte, as mulheres podem esperar viver, em média, mais 5,04 anos do que os homens. Contudo, esta diferença não significa que todas as pessoas vivam até às idades indicadas, uma vez que a esperança de vida é uma estimativa estatística calculada a partir das condições de mortalidade observadas durante o período em análise.
Norte é a região portuguesa onde se vive mais tempo
A distribuição geográfica revela diferenças consideráveis entre as regiões. O Norte apresenta a esperança de vida à nascença mais elevada, com 82,31 anos para o conjunto da população. Nesta região, o indicador situa-se nos 79,83 anos para os homens e nos 84,57 anos para as mulheres, valores superiores às respetivas médias nacionais.
Em sentido contrário, as regiões autónomas registam os resultados mais baixos do país. A Madeira apresenta uma esperança de vida à nascença de 80,06 anos, enquanto os Açores surgem com 78,69 anos. Entre as sub-regiões portuguesas, o Cávado destaca-se com o valor mais elevado, atingindo os 83,06 anos.
Diferença entre homens e mulheres é maior nos Açores e no Alentejo
Apesar de as mulheres apresentarem uma esperança de vida superior em todas as regiões, a dimensão dessa diferença varia consoante o território. Segundo o INE, os Açores registam a maior distância entre os dois sexos, com as mulheres a poderem esperar viver, em média, mais 6,21 anos do que os homens.
O Alentejo surge logo a seguir, com uma diferença de 5,97 anos. Já as menores distâncias foram observadas nas regiões Norte e Oeste e Vale do Tejo, onde a vantagem feminina é de 4,74 e 4,75 anos, respetivamente. Estes resultados mostram que a evolução da longevidade não ocorre de forma uniforme em todo o território nacional.
Quem chega aos 65 anos pode esperar viver mais duas décadas
Os dados divulgados pelo INE também permitem conhecer a esperança de vida das pessoas que já atingiram os 65 anos. No período 2023-2025, este indicador foi estimado em mais 20,19 anos para o conjunto da população portuguesa, o que corresponde a uma idade média esperada de aproximadamente 85 anos, nas condições de mortalidade observadas.
No caso dos homens com 65 anos, a esperança de vida adicional é de 18,49 anos, enquanto nas mulheres chega aos 21,55 anos. Em comparação com o triénio anterior, estes valores aumentaram 1,6 meses e 2,3 meses, respetivamente. A diferença entre os dois sexos nesta idade situa-se, assim, nos 3,06 anos.
Cávado e Coimbra destacam-se entre a população mais velha
A região Norte volta a liderar quando se considera apenas a população que já completou 65 anos. Segundo a mesma fonte, os residentes desta região podem esperar viver mais 20,49 anos, em média, sendo o indicador de 18,93 anos para os homens e de 21,75 anos para as mulheres.
Ao nível das sub-regiões, o Cávado apresenta a esperança de vida aos 65 anos mais elevada, com 21,28 anos, seguido da Região de Coimbra, com 20,99 anos. Quanto às diferenças entre os sexos nesta faixa etária, os valores mais elevados encontram-se na Madeira e na Península de Setúbal, onde as mulheres podem esperar viver, respetivamente, mais 3,30 e 3,27 anos do que os homens. A menor diferença foi observada no Oeste e Vale do Tejo, com 2,65 anos.
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