Existe uma ilha onde porcos vivem em contacto direto com o mar, nadando em águas cristalinas e recebendo visitas de milhares de turistas todos os anos. A imagem, que parece saída de um filme, é real e tornou-se uma das atrações mais insólitas e fotografadas do mundo. Mas por detrás da aparência paradisíaca, há questões que merecem atenção.
Cenário inusitado atrai multidões
Neste destino remoto, situado nas Bahamas, existe um grupo de porcos que vive numa ilha completamente desabitada por humanos, denomidada de Ilha dos Porcos. A presença dos animais tornou-se tão marcante que o local é conhecido internacionalmente por esta comunidade suína, que nada ao lado de visitantes, sem qualquer sinal de medo ou desconforto.
Segundo a VagaMundos, o fenómeno despertou curiosidade não só de turistas, mas também de investigadores, devido à origem incerta destes porcos nadadores.
As teorias sobre como estes animais chegaram ao local são várias. Como explica a mesma fonte, há quem acredite que os porcos foram ali deixados por marinheiros que planeavam voltar para os cozinhar, algo que nunca aconteceu. Outros acreditam que sobreviveram a um naufrágio e conseguiram nadar até terra. Uma terceira versão sugere que foram colocados propositadamente como forma de atrair turistas.
Como visitar e o que esperar
Para quem pretende visitar o local, é necessário fazer uma ligação aérea até um pequeno aeroporto regional, sendo a companhia Flamingo Air a única com voos diretos, de acordo com a VagaMundos. A viagem demora cerca de 40 minutos. Depois, várias empresas locais oferecem passeios de barco até ao destino dos porcos nadadores.
Estes passeios duram geralmente entre 8 a 9 horas, sendo grande parte do tempo passada dentro da lancha, como refere a mesma fonte. É importante notar que, devido à velocidade das embarcações, estas excursões não são aconselhadas a grávidas, crianças pequenas ou pessoas com problemas de coluna, joelhos, pescoço ou coração. Também estão sujeitas a cancelamento por razões meteorológicas.
Durante o percurso, os visitantes podem ainda contemplar ilhas pertencentes a figuras públicas e visitar grutas marinhas famosas por terem servido de cenário a filmes.
Nalguns casos, é possível incluir no passeio uma paragem para nadar com tubarões em recifes próximos, segundo a VagaMundos.
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Entre a fama e a preocupação
Apesar da popularidade e do aspeto encantador, existem relatos preocupantes sobre o bem-estar dos animais. Como indica a VagaMundos, os porcos não têm abrigo adequado, estando expostos ao sol forte, à chuva e a fenómenos extremos como furacões. A exposição prolongada ao sol pode causar queimaduras graves e, em alguns casos, até cancro de pele.
Outro problema prende-se com a alimentação. A principal fonte de alimento provém dos turistas e dos habitantes locais, o que pode tornar os animais agressivos quando sentem fome. Para além disso, nem sempre o que lhes é oferecido é apropriado, podendo afetar a saúde dos animais a longo prazo.
A mesma fonte salienta que a ausência de regulação e supervisão facilita práticas inadequadas por parte de alguns operadores turísticos, que não zelam pelo bem-estar dos animais. Isto levanta questões éticas sobre o impacto do turismo em ambientes naturais e nos seres vivos que aí habitam.
Turismo consciente é essencial
Embora muitos visitantes procurem apenas uma experiência diferente e fotografias únicas, é fundamental adoptar comportamentos responsáveis.
Como refere a VagaMundos, os turistas devem evitar alimentar os animais com produtos processados, não os forçar a interações, nem os tocar de forma invasiva.
A mesma fonte recomenda que os visitantes se informem previamente e escolham operadores que demonstrem preocupação com o bem-estar dos animais. Optar por estadias locais também pode ajudar a distribuir melhor os impactos do turismo pela comunidade e reduzir pressões sobre pontos específicos.
Apesar da beleza do local e do carácter único da experiência, a convivência entre humanos e animais neste contexto deve respeitar o equilíbrio natural. A preservação destes ecossistemas depende da consciência e das escolhas de quem os visita, como sublinha a VagaMundos.
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