A ida ao supermercado tornou-se uma experiência repleta de escolhas. Hoje, é possível encontrar quer fruta, quet legumes de todo o mundo, em qualquer altura do ano. No entanto, por trás desta abundância esconde-se um conjunto de práticas que nem sempre são benéficas para a saúde ou para o ambiente. Entre elas está o uso de aditivos como ceras para prolongar a vida dos produtos e melhorar a sua aparência.
O truque que revela a ‘verdade’
Fabius Antal, especialista em bem-estar, citado pela Executive Digest, partilhou recentemente uma dica simples que pode ajudar os consumidores a identificar se uma fruta está coberta com cera. A sugestão é prática: usar as chaves de casa para raspar ligeiramente a casca, por exemplo, de uma maçã.
Se o gesto deixar um resíduo esbranquiçado na superfície, é sinal de que a fruta foi tratada com cera. Este tipo de revestimento é comum em frutas importadas ou fora da época, uma vez que ajuda a conservar o aspeto fresco durante mais tempo.
Frutas perfeitas nem sempre são naturais
As ceras não são perigosas em pequenas quantidades, mas a preocupação está no consumo frequente de produtos excessivamente tratados. Além disso, muitas frutas fora da temporada são transportadas por longas distâncias, o que obriga ao uso de tratamentos adicionais para resistirem à viagem.
Esta aparência brilhante e impecável pode, portanto, esconder um processo pouco natural. E é por isso que a recomendação de Fabius Antal visa promover uma maior consciência sobre aquilo que colocamos no prato.
A importância da origem local
O especialista, citado pela mesma fonte, defende ainda a preferência por produtos de origem local. Para além de reduzirem a pegada ecológica, os alimentos comprados a pequenos produtores tendem a ser menos manipulados, com menor recurso a aditivos e métodos de conservação intensivos.
Os mercados locais podem ser uma boa alternativa aos supermercados convencionais, permitindo o acesso a frutas e legumes mais frescos, com sabor mais autêntico e colhidos no seu tempo certo.
Greenpeace reforça o alerta
Esta preocupação não é nova. A organização ambiental Greenpeace também tem vindo a alertar para os riscos do consumo desajustado de produtos fora da época. Um dos principais argumentos é o impacto ambiental associado ao transporte de alimentos de outros continentes.
Ao preferirmos produtos sazonais, contribuímos para a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa e apoiamos a agricultura regional. De acordo com a mesma fonte, esta escolha ajuda a promover sistemas alimentares mais sustentáveis e justos para os produtores, nomeadamente de fruta.
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Benefícios nutricionais dos alimentos sazonais
Outro ponto destacado pela Greenpeace está relacionado com o valor nutricional. Frutas e legumes da temporada tendem a ser mais ricos em vitaminas e minerais, uma vez que são colhidos no seu ponto ótimo de maturação e não sujeitos a processos artificiais de conservação.
Isto traduz-se numa alimentação mais equilibrada e adaptada às necessidades do corpo, que também mudam ao longo do ano. No verão, por exemplo, é natural que se procurem alimentos mais refrescantes e hidratantes, como os que a terra oferece nesta estação.
Junho no prato: o que escolher
Para quem pretende adotar uma alimentação mais sazonal e sustentável, junho é um mês particularmente rico em opções frescas. Entre as frutas da época em Portugal destacam-se o melão, a cereja, o pêssego, a ameixa, a framboesa, o morango, o figo, a melancia e a nêspera. Embora a laranja esteja a sair da sua época alta, continua disponível e consumida por muitos nesta altura do ano.
Quanto aos legumes, estão em plena época o feijão-verde, o tomate, o pepino, a curgete, a beringela, a cebola nova, a cenoura e a alface. Estes alimentos, além de saborosos, são ideais para preparar refeições leves e nutritivas, adaptadas ao calor dos meses de verão.
Pequenas escolhas, grandes impactos
Adotar uma alimentação mais consciente não implica mudanças drásticas. Basta estar atento aos rótulos, à origem dos produtos e ao seu aspeto, refere ainda a Executive Digest. Evitar frutas excessivamente brilhantes ou demasiado perfeitas é um bom ponto de partida.
Utilizar o ‘truque das chaves’ para identificar ceras ou optar por mercados locais pode parecer insignificante, mas tem impacto direto na saúde, no ambiente e na economia regional. Pequenas decisões podem fazer toda a diferença.
















