Os portugueses já não precisam de visto para viajar para a Arménia até 1 de julho, no âmbito de uma decisão do governo do país situado entre a Europa e a Ásia que pretende reforçar a atratividade turística. A medida integra um programa-piloto e permite estadias até 180 dias para residentes de um conjunto alargado de nações, incluindo Portugal.
De acordo com o portal NiT, a Arménia decidiu abrir portas a cidadãos de 113 países, abrangendo residentes da União Europeia e do Reino Unido, bem como dos Estados Unidos da América e dos Emirados Árabes Unidos, entre outros.
Programa-piloto para impulsionar o turismo
A nova regra insere-se numa estratégia governamental para dinamizar o setor turístico. Segundo a mesma fonte, trata-se de um regime temporário que poderá ser prolongado para além da data inicialmente prevista, dependendo da avaliação das autoridades.
Os visitantes abrangidos pela isenção podem permanecer no país até 180 dias, escreve a publicação, facilitando viagens prolongadas e estadias de média duração num território que tem procurado diversificar os mercados emissores.
“Um convite claro aos viajantes”
A decisão foi acompanhada por declarações oficiais do Comité de Turismo da Arménia. “Esta decisão é um convite claro aos viajantes de todo o mundo”, afirmou Lusine Gevorgyan, presidente daquele organismo, citada pela mesma fonte.
“A Arménia está aberta e é acolhedora, e queremos partilhar a nossa cultura, paisagens e hospitalidade com mais visitantes ao longo de 2026”, acrescentou, sublinhando a ambição de reforçar a presença internacional do país.
Entre montanhas e história milenar
Para quem decidir aproveitar a isenção de visto, o país oferece uma geografia marcada por cadeias montanhosas formadas há milhões de anos. A publicação refere que estas paisagens são um dos principais cartões de visita naturais do território, situado na Ásia Ocidental.
Na capital, Yerevan, os visitantes podem percorrer a Praça da República e o complexo artístico Cascata, de onde é possível avistar o Monte Ararat, um dos símbolos da região, acrescenta a publicação.
Monumentos e património classificado
O roteiro turístico inclui ainda o Templo de Garni, descrito como o único templo greco-romano preservado na região. Segundo a mesma fonte, trata-se de um dos monumentos mais emblemáticos do país.
Outro dos pontos destacados é o Mosteiro de Geghard, parcialmente escavado na rocha e classificado como Património Mundial da UNESCO, escreve a NiT, evidenciando a combinação entre património religioso e paisagem natural.
Uma janela temporária para viajar
A medida estará em vigor até 1 de julho, oferecendo aos portugueses a possibilidade de viajar sem necessidade de visto prévio durante este período. Conforme a mesma fonte, o objetivo é testar o impacto da flexibilização nas chegadas internacionais.
Caso o programa-piloto seja considerado bem-sucedido, poderá ser prolongado por mais meses, mantendo aberta uma janela que aproxima ainda mais Portugal de um destino situado na encruzilhada entre a Europa e a Ásia.
















