Uma viagem de férias à Islândia transformou-se num problema inesperado para uma família de Sanxenxo (Espanha), que viu os voos de regresso cancelados devido à falência da companhia aérea Fly Play. Os bilhetes de ida e volta tinham custado cerca de 900 euros, mas para regressar a casa acabaram a gastar 3.500 euros.
De acordo com o jornal La Voz de Galicia, Zeltia González, que viajava com o marido, dois filhos pequenos e outros familiares, ficou surpreendida quando soube pela imprensa que a transportadora tinha cessado atividade. “Ninguém se pôs em contacto connosco, nem por telefone nem por email. Não sabíamos a quem recorrer, o único que sabíamos era o que líamos nos jornais”, afirmou.
O cancelamento inesperado
Segundo a mesma fonte, a família tinha o voo de regresso marcado para 5 de outubro, mas esse plano desapareceu de um dia para o outro. “De repente ficámos sem poder fazer o check-in e com um voo que se tinha esfumado”, contou Zeltia. De salientar que a família tinha inicialmente adquirido dois voos diretos que asseguravam a ligação entre o Porto, em Portugal, e Reykjavik, a capital da Islândia.
Acrescenta a publicação que, ao tentarem obter apoio junto da embaixada, receberam a indicação de que só poderiam intervir em caso de catástrofe natural. “Esperávamos que houvesse voos de resgate para não deixar os passageiros em terra, mas isso não aconteceu”, lamentou em declarações ao mesmo jornal.
Custos a multiplicar
Refere a mesma fonte que a família passou horas a procurar alternativas. “Em 24 horas o preço triplicou, mudava muito rápido. Não sabíamos o que fazer e acabámos a comprá-los antes que não conseguíssemos pagar”, explicou. A solução encontrada passou por viajar de Reiquiavique para Varsóvia e só depois para o Porto.
No total, todos os voos de regresso custaram 3.500 euros. “Se não os comprássemos, víamos que poderiam chegar aos 8.000 euros”, acrescentou Zeltia.
Direitos dos passageiros
Explica o jornal que a Organização de Consumidores e Utilizadores (OCU) recorda que os passageiros têm direito ao reembolso do valor pago e, em alguns casos, a uma alternativa de viagem. No entanto, não existe direito a indemnização adicional.
Conforme a mesma fonte, quando a compra é feita diretamente na companhia aérea e paga com cartão, a melhor via é apresentar a reclamação através da entidade financeira emissora.
Apesar da situação, a família decidiu não desistir do que ainda restava das férias. “Estivemos muito nervosos à procura de uma solução porque não esperávamos que nos acontecesse algo assim. Sentimo-nos desamparados”, relatou. Ainda assim, Zeltia sublinhou que querem aproveitar os dias que ainda faltam. “Já vimos auroras boreais e baleias, queremos continuar a desfrutar”, afirma ao La Voz de Galicia.
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