Leonor de Borbón y Ortiz completou recentemente 20 anos, mas o interesse público em torno da herdeira do trono espanhol continua a crescer. Filha mais velha dos reis Felipe VI e Letizia, a princesa das Astúrias é hoje uma das figuras mais observadas da realeza europeia e também uma das mais reservadas. De acordo com a revista Flash, Leonor é vista por muitos como “a princesa mais misteriosa da Europa”.
Em 2024, ainda com 19 anos, foi distinguida em Portugal por Marcelo Rebelo de Sousa com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, numa cerimónia que decorreu no Palácio de Belém.
“É uma homenagem a vossa alteza, ao Reino de Espanha, à nossa amizade para sempre”, afirmou o Presidente da República, citado pela SIC Notícias. A condecoração sublinhou o papel simbólico da jovem princesa na relação entre os dois países ibéricos.
Destino traçado desde o nascimento
“Leonor tem tudo, menos a liberdade de escolher o seu futuro”, afirmou Pilar Eyre, jornalista e escritora citada pela Flash. A observação resume a condição da princesa, cujo percurso foi definido desde o nascimento, a 31 de outubro de 2005, na clínica Ruber, em Madrid. Herdeira direta da coroa espanhola, Leonor vive sob permanente escrutínio público e mediático.
Segundo a mesma fonte, a jovem é atualmente alvo de uma autêntica “Leonor Mania” em Espanha. Muitos consideram que já ultrapassou a mãe, a rainha Letizia, em popularidade e exposição mediática, o que aumenta a curiosidade sobre a futura monarca.
O enigma da princesa das Astúrias
Apesar do destaque público, continua a saber-se muito pouco sobre Leonor. “O que sabemos sobre ela mal cabe em meia folha de papel”, escreve Pilar Eyre, citada pela mesma revista. A princesa frequentou a Escola Santa María de los Rosales, estudou no UWC Atlantic College, no País de Gales, e fala várias línguas. Para além disso, o seu quotidiano permanece envolto em silêncio.
A jornalista acrescenta que não são conhecidas as notas, amizades ou atividades extracurriculares da herdeira. Também pouco se sabe sobre o seu desempenho na formação militar. “As informações que existem resultam de rumores e suposições nunca confirmadas pelo Palácio da Zarzuela”, explica.
Infância de silêncio e contraste
Pilar Eyre recorda que o rei Felipe VI teve uma infância muito mais exposta ao público. “Graças aos professores e colegas, sabíamos que tocava flauta, que adorava teatro, que sofrera pequenas lesões e até o seu tipo de sangue”, relata a escritora. “Mas de Leonor, o que sabemos nós?”, questiona.
Segundo a mesma fonte, a única ocasião em que a princesa falou espontaneamente em público foi num vídeo doméstico, em que respondeu ao pai com a palavra “dois”, quando este lhe perguntou quantos exames ainda tinha por fazer. Desde então, a comunicação em torno de Leonor é cuidadosamente controlada pelo Palácio da Zarzuela.
Entre Portugal e Espanha, um símbolo de continuidade
A visita oficial a Lisboa e a condecoração por Marcelo Rebelo de Sousa reforçaram a presença internacional da princesa num momento de consolidação da sua imagem pública. Conforme a SIC Notícias, o gesto do chefe de Estado português foi também “uma homenagem à amizade entre as duas nações”.
Hoje, Leonor é simultaneamente símbolo de estabilidade institucional e de mistério. Cresce num tempo em que a transparência é exigida, mas a sua figura continua a ser moldada pelo silêncio e pela reserva que o seu papel impõe.
Leia também: Vai haver cortes de luz prolongados em Portugal nesta data e estas serão as regiões afetadas
















