Quando chega a hora de escolher um destino de férias, os primeiros nomes que surgem na mente de muitos portugueses costumam ser Londres, Paris ou Madrid. Contudo, existe uma capital europeia que ainda escapa ao ‘radar’ da maioria dos viajantes, distinguindo-se pelos vinhos reconhecidos, pela gastronomia a preços reduzidos e pelos extensos espaços verdes.
A partir de Lisboa, há voos diretos para este destino ainda pouco explorado. Para quem procura uma alternativa acessível, tranquila e fora das rotas mais saturadas, Chisinau, a capital da Moldávia, pode ser uma hipótese a considerar.
Turismo em expansão
Chisinau tem vindo a conquistar lugar nas rotas turísticas da Europa, mantendo-se, no entanto, entre as capitais mais económicas do continente. De acordo com o Huffpost, trata-se de uma cidade em “pleno crescimento turístico”, mas onde os preços continuam substancialmente inferiores aos praticados noutras capitais.
Com uma grande mancha verde e um ambiente ainda preservado do turismo de massas, é vista como uma “joia por descobrir por milhões de pessoas”.
Entre os principais pontos de interesse encontra-se o Parque Central de Stefan cel Mare, considerado o pulmão verde da cidade. Já a Avenida Stefan cel Mare reúne uma vasta oferta de museus, edifícios históricos e restaurantes onde é possível almoçar por cerca de cinco euros.
Escapar ao turismo de massas
Segundo os dados oficiais mais recentes, a Moldávia acolhe aproximadamente 400.000 visitantes por ano. Esta procura reduzida faz de Chisinau um destino particularmente atrativo para quem pretende evitar locais sobrelotados.
Apesar de não constar entre as capitais mais procuradas, Chisinau preserva traços da herança soviética. A cidade apresenta-se com uma arquitetura distinta e uma vida noturna activa, o que contrasta com o seu estatuto como um dos países com menores rendimentos da Europa.
Parques e zonas de lazer
Entre os espaços verdes mais visitados destaca-se o Parque Valea Morilor. Com um lago central e áreas arborizadas, constitui um refúgio dentro da cidade e um local de eleição para passeios ao ar livre.
No núcleo histórico, de dimensão reduzida mas carregado de simbolismo, sobressai a Catedral da Natividade de Cristo. Esta igreja ortodoxa, concluída em 1830, foi alvo de destruição parcial durante a Segunda Guerra Mundial e apenas foi completamente restaurada em 1997.
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Símbolos históricos da cidade
Outro marco relevante da capital moldava é o Arco do Triunfo, erguido para assinalar a vitória do Império Russo sobre o Império Otomano na guerra de 1828-1829. Embora menos monumental do que o de Paris, tem um papel central na memória histórica do país.
Segundo a mesma fonte, ainda no centro urbano encontra-se o monumento a Stefan cel Mare, figura de destaque na luta da Moldávia contra o domínio otomano. A sua imagem está associada à identidade nacional moldava e é presença constante em praças e notas de moeda local.
Museus e património cultural
Para os interessados em cultura e história, Chisinau conta com várias instituições museológicas. O Museu Etnográfico Nacional, fundado em 1889, é o mais antigo do país e alberga cerca de 140 mil peças que ilustram a evolução social e cultural da região.
O Museu Nacional de História da Moldávia, inaugurado em 1983, disponibiliza ao público um acervo de mais de 350 mil objetos, distribuídos por uma dúzia de salas. Entre os destaques encontram-se peças arqueológicas, armas históricas e documentos de diferentes períodos.
Gastronomia a preços contidos
No campo da gastronomia, Chisinau apresenta uma oferta variada e económica. Um dos pratos mais típicos é a Mamaliga, feita à base de farinha de milho e geralmente servida com natas azedas, queijo ralado e manteiga. Restaurantes, como La Placinte ou Moldovenesc são apontados como locais ideais para experimentar esta especialidade. Sublinha ainda o Huffpost que em Chisinau é possível almoçar por cinco euros.
Os vinhos moldavos também merecem destaque. A poucos quilómetros da cidade, a Adega de Cricova é considerada a maior adega subterrânea do mundo. Conta com mais de 100 quilómetros de túneis e cerca de 1,3 milhões de garrafas. Os visitantes podem realizar provas e visitar as “ruas” subterrâneas, nomeadas segundo castas internacionais como Pinot Noir ou Chardonnay.
Ligação aérea direta a Portugal
A ligação entre Lisboa e Chisinau é feita por voo direto, com uma duração aproximada de quatro horas. As viagens decorrem, em geral, às quartas-feiras e aos sábados, permitindo escapadinhas de curta duração ou estadias mais prolongadas.
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