O projeto do túnel subaquático entre Marrocos e Espanha voltou a ganhar destaque, com um renovado interesse por parte das autoridades. A infraestrutura poderá redefinir a ligação entre a Europa e África, oferecendo um novo modelo de transporte intercontinental. A informação foi divulgada pelo portal especializado em transportes ferroviários Railway Supply.
Quatro décadas de planeamento
A ideia de construir um túnel subaquático entre Espanha e Marrocos surgiu há mais de 40 anos, mas dificuldades técnicas e ambientais impediram a sua concretização.
Recentemente, novos estudos foram lançados para avaliar a viabilidade do projeto e ultrapassar os desafios geológicos e estruturais que surgiram nas propostas anteriores.
De acordo com os planos mais recentes, a estrutura consistirá em três túneis ao longo de 42 quilómetros, dos quais 27,7 quilómetros serão subaquáticos.
A ligação entre os continentes será feita através de comboios de alta velocidade, capazes de percorrer o trajeto em menos de 30 minutos.
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Benefícios e desafios do túnel Marrocos-Espanha
Caso avance, este projeto poderá trazer vantagens significativas:
- Redução do tempo de viagem entre os dois continentes;
- Aumento das trocas comerciais entre África e Europa;
- Maior intercâmbio cultural entre as duas regiões;
- Avanços na engenharia subaquática, criando um novo padrão para infraestruturas semelhantes no futuro.
Apesar dos benefícios, há desafios consideráveis a superar. Entre os principais estão os custos elevados, a necessidade de cooperação entre os dois países e as preocupações ambientais, sobretudo devido às correntes marítimas fortes e à complexidade geológica do Estreito de Gibraltar.
Um projeto ambicioso, mas ainda em fase inicial
O túnel subaquático Marrocos-Espanha representa um dos projetos de engenharia mais ambiciosos da atualidade, podendo transformar radicalmente a mobilidade entre os dois continentes. No entanto, o projeto ainda está numa fase preliminar, com estudos de viabilidade em andamento.
Caso avance, poderá marcar um novo capítulo na ligação entre Europa e África, tornando-se um marco da engenharia moderna.
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