Apesar de ser um dos compartimentos mais utilizados nos automóveis, o porta-luvas nem sempre guarda os objetos mais importantes. Documentos, óculos de sol ou pequenas garrafas de desinfetante são comuns, mas especialistas em segurança rodoviária e vários mecânicos alertam para a ausência de um item simples e discreto, com potencial para salvar vidas em momentos críticos.
A recomendação não é nova, mas tem ganho força nos últimos anos com o aumento de fenómenos extremos, inundações e acidentes em ambientes urbanos. Segundo mecânicos citados pelo site HuffPost, trata-se de um item que muitos condutores ainda ignoram, apesar do seu baixo custo e da sua relevância em situações de emergência.
Um acessório multifunções recomendado por quem conhece os riscos
De acordo com o HuffPost, trata-se de uma ferramenta de emergência de baixo custo, combinando um cortador de cintos de segurança com um martelo quebra-vidros. O artigo, publicado em março de 2025, descreve o acessório como “uma ajuda vital em caso de acidente ou submersão do veículo”.
Segundo a mesma fonte, a ferramenta pode ser adquirida por cerca de 10 dólares no mercado internacional, estando igualmente disponível em lojas portuguesas, onde os preços variam entre 4,5 e 15 euros, conforme verificado em retalhistas como a Proxira.
Mecânicos citadas na publicação têm vindo a recomendar o objeto aos seus clientes, sobretudo após relatos de dificuldades em evacuações rápidas após colisões.
Quando os sistemas falham, o manual faz a diferença
Carmen Campione, mecânica citada pelo HuffPost, lembra que “muitas pessoas não percebem o quão difícil é partir um vidro automóvel” com os meios convencionais. Explica ainda que, em automóveis modernos, especialmente modelos elétricos, as maçanetas podem deixar de funcionar após uma colisão, dificultando a evacuação de emergência.
Segundo vários técnicos contactados por publicações especializadas, o simples facto de ter uma ferramenta acessível e eficaz pode ser determinante num momento crítico.
Onde guardar e como usar
O local mais indicado para guardar esta ferramenta continua a ser o porta-luvas, dado o fácil acesso. Contudo, especialistas como os citados pelo Executive Digest recomendam a fixação com velcro ou tiras, de modo a evitar que o objeto se desloque em caso de colisão. É igualmente aconselhável testar periodicamente o seu estado de conservação.
Importa também recordar que o martelo de emergência só funciona em vidros temperados, presentes habitualmente nas janelas laterais. Vidros laminados, como os para-brisas ou alguns modelos mais recentes, não se partem da mesma forma.
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Um conselho apoiado por mecânicos e entidades nacionais
Em Portugal, o Automóvel Club de Portugal (ACP) integra este tipo de ferramenta na lista de equipamentos recomendados em caso de inundações.
No seu portal oficial, o ACP sublinha que, em certas situações, a rapidez de resposta é determinante e que abrir uma porta submersa pode ser fisicamente impossível sem apoio mecânico.
Nas oficinas, o cenário é semelhante: mecânicos relatam que poucos condutores conhecem ou transportam este tipo de item, mas recomendam-no sobretudo a quem circula frequentemente em zonas isoladas, propensas a cheias ou quedas de ravina.
Prevenção sem alarmismo
Embora os casos de acidentes com necessidade de evacuação urgente sejam raros, os peritos defendem que o investimento mínimo compensa amplamente. Segundo o Executive Digest, o custo do acessório ronda os 10 euros e a sua instalação não exige qualquer conhecimento técnico.
A mesma publicação sublinha que o simples gesto de cortar um cinto ou quebrar um vidro pode libertar o condutor de uma situação de perigo iminente.
Um gesto simples que pode fazer a diferença
Para viagens mais seguras, os peritos sugerem também complementar o porta-luvas com outros itens úteis, como lanternas, cabos auxiliares ou um apito de emergência.
São objetos pequenos, acessíveis e que, segundo o ACP e vários profissionais do ramo automóvel, contribuem para reforçar a capacidade de resposta em situações adversas.
A segurança rodoviária é feita tanto de regras como de preparação. E, muitas vezes, são os objetos mais discretos que revelam ser os mais eficazes quando tudo parece falhar.
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