As Testemunhas de Jeová, conhecidas em Portugal há muitas décadas pela sua obra pública de pregação, regressam esta semana às ruas para retomar a sua atividade de divulgação bíblica junto do público.
As Testemunhas de Jeová explicam em comunicado que “suspenderam a sua atividade de testemunho público em março de 2020 por causa da pandemia da Covid-19 ainda antes de as autoridades portuguesas terem dado instruções nesse sentido em relação às atividades religiosas”.
Em todo o mundo estão a ser retomadas este mês de junho todas as formas de testemunho público, com exceção do contacto de casa em casa, que se mantém suspenso.
As Testemunhas de Jeová podem ser encontradas de novo em locais de maiores ajuntamentos com os conhecidos carrinhos de publicações bíblicas gratuitas e também nas ruas. Foi também retomado o apoio espiritual em prisões a pedido de reclusos interessados.
Pedro Candeias, porta-voz das Testemunhas de Jeová em Portugal, diz: “Tínhamos saudades de contactar presencialmente as pessoas, para transmitir a mensagem de esperança da Bíblia nestes tempos de incerteza e preocupação.”
Em todas as circunstâncias, embora não seja obrigatório por lei, “as Testemunhas de Jeová ao realizarem esta obra voluntária e gratuita, usarão máscara como precaução sanitária para si e para os outros”.
Ao longo destes mais de dois anos, as Testemunhas de Jeová afirmam que “não estiveram paradas e mantiveram a sua obra de divulgação bíblica com as pessoas através de cartas, telefone, meios digitais e de outras formas não presenciais”.
Todas as reuniões religiosas foram igualmente mantidas ao longo destes dois anos sem interrupção por videoconferência, tendo sido retomadas recentemente em formato misto (presencial e via Zoom simultaneamente).
Há mais de 51 mil Testemunhas de Jeová em Portugal, em mais de 710 congregações (comunidades locais) no continente e regiões autónimas dos Açores e da Madeira, estando presentes no país desde 1925.
Após décadas de proscrição durante o tempo do “Estado Novo”, a Associação das Testemunhas de Jeová foi legalmente registada em 18 de dezembro de 1974 e posteriormente reconhecida oficialmente como “comunidade religiosa radicada” em 2009.