O Algarve volta a sofrer com a invasão das algas asiáticas, que estão a pintar de negro algumas das suas praias mais emblemáticas. A praia Dona Ana, em Lagos, conhecida internacionalmente e já eleita a melhor do mundo pela revista de prestígio, Condé Nast Traveller, está entre as afetadas por este fenómeno, que tem causado preocupação entre habitantes e turistas.
A proliferação das algas asiáticas
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as condições marítimas e climáticas recentes têm favorecido a multiplicação destas algas invasoras.
Segundo o jornal Algarve Marafado, o crescimento acelerado da espécie tem vindo a afetar a qualidade das praias, tanto a nível visual como ambiental, ao alterar o equilíbrio do ecossistema costeiro.
As algas asiáticas, caracterizadas pela sua cor escura e consistência densa, acumulam-se na linha da maré e em zonas costeiras, criando manchas negras que afastam os visitantes e levantam questões sobre o impacto a longo prazo na biodiversidade local.
Medidas e vigilância
As autoridades regionais e locais têm reforçado a vigilância e preparado intervenções para mitigar o problema, ainda que a sua erradicação seja complexa devido à natureza invasora da espécie e às condições favoráveis à sua propagação.
Segundo os responsáveis, o desafio maior reside na gestão e remoção eficaz destas algas sem causar danos adicionais ao meio ambiente.
Impacto no turismo e ambiente
O acumular das algas está a comprometer a qualidade da água, tornando-a menos própria para os banhos. Esta situação coloca em risco a segurança e o conforto dos banhistas, que evitam as zonas afectadas pelo odor e pela matéria em decomposição.
O turismo, motor essencial da economia algarvia, sofre um impacto indirecto mas significativo. A presença destas algas afasta visitantes e compromete a imagem das praias, reconhecidas pela sua qualidade e limpeza.
Com menos banhistas, hotéis, restaurantes e comércio local enfrentam perdas importantes durante a época alta. A situação exige medidas urgentes para controlar a propagação e minimizar os efeitos desta espécie invasora
Perspetivas futuras
O IPMA alerta que este fenómeno deverá manter-se enquanto persistirem as condições favoráveis à proliferação da espécie invasora.
Para minimizar os impactos, será necessário reforçar a cooperação entre entidades governamentais, autarquias e comunidades locais, procurando soluções sustentáveis que preservem o litoral algarvio.
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