A presença de algas invasoras nas praias do Algarve está a levantar preocupações entre veraneantes e autoridades locais. A espécie, originária da Ásia, tem-se acumulado nas últimas semanas, alterando a paisagem e dificultando a permanência na areia devido ao odor intenso que liberta quando se decompõe.
De acordo com a influencer espanhola conhecida como @lasis.si, no Instagram, a Praia dos Três Castelos, em Portimão, tem sido um dos locais mais afetados. A praia, situada ao lado da popular Praia da Rocha, é habitualmente procurada por quem prefere um ambiente ligeiramente mais calmo, observável a partir do Miradouro dos Três Castelos, no topo da falésia. O areal é mais pequeno que o da vizinha, mas partilha a mesma configuração rochosa que lhe dá identidade.
Impactos na paisagem e no turismo
A invasão de algas naquela que é uma das praias “mais bonitas” do Algarve tem modificado a experiência dos banhistas. Quem percorre o areal em direção a oeste encontra zonas com menos movimento, mas também mais resíduos vegetais acumulados junto à linha de água. Além disso, o cheiro intenso sentido em dias de maior calor tem levado alguns a procurar outros destinos próximos. “Não se consegue estar”, diz a turista espanhola.
Escreve o portal Algarve Portugal Tourism que a designação da praia vem de três formações rochosas imponentes, visíveis no mar. Ao atravessar uma dessas rochas no areal, chega-se à Praia do Amado, espaço distinto mas igualmente afetado pela mesma acumulação.
Um desafio com custos elevados
Acrescenta a SIC Notícias que o problema não é exclusivo de Portimão. Em Lagos, os custos anuais de remoção destas algas já ultrapassam os 100 mil euros, representando um encargo significativo para os municípios costeiros. O impacto também se reflete no comércio local, com alguns estabelecimentos a registar quebras durante a época alta.
Refere a mesma fonte que, apesar de não representar risco para a saúde humana, a espécie impede o desenvolvimento de outras formas de vida marinha nos locais onde se instala. Estudos preliminares sugerem que poderá ter aplicações na indústria farmacêutica ou agrícola, mas o aproveitamento ainda não está definido.
Um problema que pode agravar-se
Explica a mesma fonte que a dificuldade em combater este tipo de invasão prende-se com a rápida capacidade de reprodução e fixação da alga no fundo marinho. Sem um método eficaz de recolha e reaproveitamento, o fenómeno pode intensificar-se nos próximos verões, obrigando a intervenções frequentes e dispendiosas.
Os municípios e entidades ambientais continuam a procurar soluções que conciliem a preservação do ecossistema com a manutenção da atratividade turística destas zonas balneares.
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