Durante oito semanas, os Mercados de Olhão vão dar vida aos sabores autênticos da região com um ciclo de demonstrações culinárias ao vivo, que celebram os pratos mais típicos da cidade. As sessões serão abertas ao público e permitirão não só aprender a confeção de receitas tradicionais, como também saborear os pratos confecionados por chefs convidados.
“Pretendemos criar um momento de partilha, aprendizagem e celebração da nossa identidade gastronómica, através de pratos que fazem parte da memória coletiva de Olhão”, afirmam os Mercados de Olhão, realçando a importância de valorizar os produtos locais e o receituário tradicional.
A primeira sessão deste ciclo realiza-se na próxima quinta-feira, a partir das 10:45, e será dedicada ao atum, com a confeção de uma Tiborna de Muxama de Atum com cenoura à algarvia, a cargo da chef Alexandra Caetano, da Tertúlia Algarvia, sediada em Faro. A demonstração será acompanhada por uma degustação de vinho da Adega da Cartuxa, completando a experiência gastronómica.
Natural de Faro, Alexandra Caetano tem 46 anos e é licenciada em Relações Internacionais. Formada em Gestão e Produção Alimentar pela Escola de Hotelaria e Turismo de Faro, exerce também funções como formadora nas áreas da cozinha e pastelaria. Com um forte compromisso com a gastronomia algarvia, a Dieta Mediterrânica e a sustentabilidade alimentar, a chef desenvolve projetos que promovem a economia circular e a valorização do património culinário regional. Atualmente, dinamiza workshops gastronómicos, aulas de culinária e showcookings na Tertúlia Algarvia para públicos nacionais e estrangeiros.
O prato escolhido – Tiborna de Muxama de Atum – é uma iguaria emblemática do Algarve e especialmente apreciada na zona de Olhão. Conhecida como o “presunto do mar”, a muxama é feita a partir dos lombos nobres do atum, que são salgados e depois secos ao longo de 10 a 12 dias, num processo com mais de dois mil anos, herdado de civilizações mediterrânicas como os fenícios e os romanos. O nome “muxama” deriva do árabe musama, que significa “seco”.
Já a tiborna é um prato tradicional português que consiste em pão regado com azeite novo, sobre o qual se colocam outros ingredientes. Neste caso, a muxama é laminada em fatias finas e servida com cenoura à algarvia e salicórnia, uma planta típica da Ria Formosa, que acrescenta frescura e um toque marinho à receita.
“A muxama é um símbolo da nossa história ligada ao mar, e a sua apresentação nesta tiborna é uma forma de homenagear a tradição e os saberes que se mantêm vivos na nossa cozinha”, sublinha a organização.
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