Um barco, poucos minutos de travessia e a sensação de estar longe de tudo. A descrição parece saída de um guia turístico exclusivo, mas foi Cristina Ferreira quem a partilhou há pouco mais de dois anos. “Sair do hotel, apanhar o barco e estar numa ilha quase deserta. Se isto não é o paraíso, está lá perto”, escreveu a apresentadora nas redes sociais, a respeito da ilha da Fuzeta, situada ao largo de Olhão, no Algarve.
A área faz parte do Parque Natural da Ria Formosa e, segundo o site Algarve Portugal Tourism, corresponde ao lado nascente da Ilha da Armona, sendo muitas vezes confundida com outros nomes, como Praia da Barra Nova ou Ilha da Barra da Fuzeta.
A travessia até à ilha
O acesso faz-se por barco a partir da vila piscatória da Fuzeta. De acordo com o portal Tempo no Algarve, o bilhete de ida custa 1,70 euros para adultos e 1,10 euros para crianças. O bilhete de ida e volta fica por 2,25 euros e 1,70 euros, respetivamente. A viagem é curta e atravessa a Ria Formosa, oferecendo paisagens de sapais e canais, onde é frequente verem-se banhistas a apanhar amêijoas ou berbigão.
Apesar da proximidade com Olhão e Tavira, a Ilha da Fuzeta continua a escapar à massificação turística. A maioria dos visitantes são residentes ou turistas que já conhecem bem a região. Conforme explica a mesma publicação, a ilha tem cerca de nove quilómetros de comprimento e mantém um carácter selvagem, sobretudo nas zonas mais afastadas do cais de desembarque.
Praia com duas faces
Na zona concessionada, perto do cais, existem bares, colmos e espreguiçadeiras para alugar. Esta área tem vigilância durante a época balnear e é mais procurada por famílias. No entanto, quem procura mais tranquilidade pode caminhar cerca de 20 minutos para leste e encontrar a Praia da Barra Nova, onde se sente o isolamento e o silêncio de uma ilha quase deserta.
Segundo o Algarve Portugal Tourism, este troço da ilha é particularmente calmo, com areia fina e branca, mar geralmente transparente e pouco movimento, exceto por eventuais naturistas no extremo poente.
A vila que dá nome à ilha
Na margem continental, a Fuzeta também tem a sua própria praia, conhecida como Praia da Fuzeta-Ria ou Praia dos Tesos. É mais movimentada, com águas calmas e acesso direto, sem necessidade de barco. A proximidade com a vila e a presença de restaurantes fazem dela uma escolha popular para famílias locais.
Enquanto o lado nascente da ilha proporciona a experiência de praia selvagem, o lado poente, ligado a Olhão por ferry, é mais desenvolvido e recebe um número mais elevado de turistas. As zonas intermédias permanecem pouco exploradas, proporcionando longos passeios a pé entre dunas e areia fina.
Importância ecológica
A Ilha da Fuzeta integra o Parque Natural da Ria Formosa, um ecossistema protegido. A travessia por barco passa por áreas de sapal e canais com grande diversidade de fauna e flora. A zona é também um ponto de passagem para aves migratórias e mantém elevada sensibilidade ambiental.
Apesar do ar de isolamento, há normas a cumprir. A permanência na zona concessionada garante maior segurança, especialmente para famílias com crianças. Nos extremos nascente e poente não há vigilância, pelo que a atenção ao estado do mar e à maré é essencial.
Dicas para a visita
O melhor é visitar a ilha durante a maré baixa, quando a água está mais quente e calma. Convém levar chapéu de sol, água e mantimentos, sobretudo para quem se aventura fora da zona concessionada. O uso de calçado confortável também é recomendado para quem pretende explorar a ilha a pé.
Um refúgio ao alcance de todos
Com acesso facilitado, preços acessíveis e uma paisagem natural preservada, a Ilha da Fuzeta tornou-se uma alternativa discreta em relação a outros destinos mais populares do Algarve. A recomendação de Cristina Ferreira deu-lhe visibilidade, mas, por enquanto, o lugar mantém o seu encanto intacto.
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