O azeite está presente diariamente à mesa de muitos portugueses, seja para temperar saladas, acompanhar pão ou preparar refeições. Mas a escolha da variedade e a forma como é utilizado podem fazer diferença, segundo o cardiologista espanhol Aurelio Rojas.
O especialista afirma que “90% das pessoas utiliza mal” este alimento e chama a atenção para um erro que considera muito comum: consumir qualquer tipo de azeite sem ter em conta a sua qualidade e utilizá-lo sempre da mesma forma.
Cardiologista diz que deve escolher azeite virgem extra
Para Aurelio Rojas, a escolha deve recair no azeite virgem extra. O cardiologista destaca sobretudo a presença de polifenóis e antioxidantes, compostos associados às propriedades benéficas deste alimento.
Entre eles encontra-se o oleocantal, um composto fenólico presente no azeite virgem extra que tem sido estudado devido às suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.
Mas há outro detalhe que o especialista considera fundamental. Rojas recomenda que o azeite seja consumido em cru quando o objetivo é tirar maior partido destes compostos.
“Sempre tem de ser virgem extra e sempre utilizá-lo em cru”, defende o cardiologista, citado pela Executive Digest.
Uma colher por dia é a quantidade apontada
A quantidade também entra nas recomendações do especialista. Aurelio Rojas aponta para cerca de 15 mililitros por dia, aproximadamente uma colher de sopa.
Segundo o cardiologista, esta quantidade de azeite virgem extra está associada a uma redução de 30% do risco de enfarte e de 28% do risco de morte por demência.
O especialista relaciona estes potenciais benefícios com a ação dos polifenóis e dos antioxidantes, que têm sido estudados pelo seu papel na saúde cardiovascular e na proteção das células contra o stress oxidativo.
Ainda assim, estes números devem ser entendidos no contexto dos estudos em que se baseiam e não significam que uma colher de azeite, por si só, impeça um enfarte ou o desenvolvimento de demência.
Azeite não substitui uma alimentação equilibrada
Rojas salienta que o consumo de azeite deve fazer parte de um estilo de vida saudável. Ou seja, não basta acrescentar uma colher deste alimento à dieta e ignorar outros fatores importantes.
Uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física e o controlo de outros fatores de risco continuam a ser fundamentais para a saúde cardiovascular.
A recomendação deixada pelo cardiologista é, assim, simples: optar por azeite virgem extra e privilegiar a sua utilização em cru, integrando-o numa alimentação equilibrada em vez de o encarar como uma solução isolada para prevenir doenças.
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