Carne e peixe crus não devem ser colocados nas prateleiras intermédias do frigorífico juntamente com alimentos já cozinhados. Estes produtos perecíveis devem permanecer nas zonas mais frias do equipamento, enquanto as prateleiras do meio são destinadas sobretudo às refeições já confecionadas.
De acordo com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a temperatura ideal do frigorífico situa-se entre os três e os quatro graus. Manter o equipamento suficientemente frio ajuda a impedir que muitos microrganismos patogénicos encontrem condições favoráveis para crescer ou produzir toxinas.
Carne e peixe devem ficar nas zonas mais frias
A organização do frigorífico não deve, por isso, ser feita apenas em função do espaço disponível. A carne e o peixe são alimentos perecíveis e a recomendação é colocá-los nas áreas onde a temperatura é mais baixa, deixando as zonas menos frias para produtos como fruta e legumes.
Já as prateleiras intermédias são indicadas para alimentos cozinhados. A separação ganha particular importância porque colocar comida pronta a consumir perto de produtos crus pode favorecer uma transferência de microrganismos entre os diferentes alimentos.
Alimentos crus e cozinhados não devem ficar juntos
Segundo a mesma fonte, o processo de confeção destrói muito provavelmente uma parte dos microrganismos que possam existir nos alimentos. Depois de cozinhada, porém, uma refeição pode voltar a ser contaminada se entrar em contacto com carne, peixe ou outros produtos crus.
O problema está também no que acontece posteriormente. Quando uma refeição é apenas reaquecida, nem sempre são atingidas temperaturas suficientemente elevadas para destruir os microrganismos que possam ter passado para o alimento através de uma contaminação cruzada.
Temperatura do frigorífico também faz diferença
A recomendação de manter o frigorífico perto dos quatro graus está relacionada com as temperaturas de crescimento dos microrganismos. A ASAE explica que muitos apresentam temperaturas mínimas de multiplicação situadas aproximadamente entre os seis e os 10 graus.
A salmonela é apresentada como um dos exemplos, podendo multiplicar-se num intervalo que começa perto dos sete graus e se prolonga até cerca dos 48 graus. Se a temperatura do frigorífico subir demasiado, podem assim criar-se condições mais favoráveis ao crescimento de determinados agentes patogénicos.
Comida deve entrar rapidamente no frigorífico
Outro cuidado começa logo após a compra. Os alimentos devem ser colocados no frigorífico tão rapidamente quanto possível, sobretudo quando são perecíveis, evitando que permaneçam durante demasiado tempo a temperaturas que permitam a multiplicação microbiana.
Também devem ficar devidamente protegidos. A indicação passa por recorrer a caixas fechadas ou película aderente, diminuindo a possibilidade de bactérias ou outros microrganismos entrarem em contacto com os alimentos guardados.
Frigorífico sujo pode tornar-se uma fonte de contaminação
Os cuidados com a arrumação não dispensam a limpeza. Restos de comida acumulados no interior podem transformar-se em locais onde microrganismos se desenvolvem e, posteriormente, passam para outros produtos armazenados no equipamento.
Não existe uma periodicidade única para a limpeza, uma vez que esta depende da utilização de cada frigorífico. A orientação dada pela entidade é simples: o interior deve manter-se visivelmente limpo, sem resíduos capazes de comprometer os alimentos que ali são conservados.
Congelar não significa eliminar as bactérias
As temperaturas negativas também não destroem necessariamente os microrganismos. Algumas bactérias podem sobreviver durante períodos prolongados a cerca de 20 graus negativos, permanecendo sem se multiplicar até que o alimento volte a descongelar e a temperatura aumente.
Por isso, além de colocar carne e peixe nas zonas mais frias do frigorífico, há outra regra destacada para os congelados: não voltar a congelar um alimento depois de descongelado. A descongelação deve ser feita no frigorífico ou rapidamente, por exemplo através do micro-ondas ou de água corrente, reduzindo o tempo em que os alimentos permanecem em temperaturas favoráveis ao desenvolvimento microbiano.
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