Mais de 1.500 objetos perdidos e não reclamados foram colocados à venda pela Polícia de Segurança Pública (PSP) de Coimbra, num leilão que atraiu mais de uma centena de participantes. Entre os artigos disponíveis estavam guarda-chuvas, peças de vestuário, mochilas, equipamentos eletrónicos e até objetos de ouro.
O leilão decorreu na quarta-feira, 21 de outubro, e permitiu aos participantes adquirir diversos produtos por valores bastante inferiores aos habitualmente praticados no mercado. Logo no início da sessão, cinco guarda-chuvas foram vendidos por apenas dois euros.
Segundo a SIC Notícias, a iniciativa despertou o interesse de compradores habituais e de pessoas que participaram pela primeira vez, algumas à procura de artigos específicos e outras simplesmente interessadas em encontrar oportunidades.
Cinco guarda-chuvas por dois euros e peças de ouro por 76 euros
Os guarda-chuvas estiveram entre os primeiros artigos a ser vendidos, com os preços a variarem consoante o número de interessados. Apesar de algumas licitações terem atingido os sete euros por cinco unidades, os participantes continuaram a considerar os valores bastante acessíveis.
Dora Martins, que participou pela primeira vez, conseguiu comprar cinco guarda-chuvas por quatro euros. A compradora explicou que estes objetos são particularmente úteis numa casa com crianças.
Já Elisabete Taipina, frequentadora destes leilões há cerca de uma década, destacou a possibilidade de encontrar produtos a preços inferiores aos praticados nas lojas.
Entre os participantes esteve também Isabel Silva, que ainda durante a manhã já tinha adquirido artigos num valor superior a 150 euros. Uma das compras foi um saco com peças de bijuteria e ouro, arrematado por 76 euros.
De roupa a equipamentos eletrónicos: havia artigos para todos os gostos
A diversidade de produtos foi uma das principais características do leilão. Além dos guarda-chuvas e das peças de ouro, foram colocados à venda casacos, mochilas, sacos para computadores, óculos, capas de estudantes, colchões insufláveis e cadeirinhas de bebé para automóveis.
A lista incluía ainda auscultadores, colunas, capacetes, garrafas térmicas, artigos de higiene e beleza, chinelos e outros objetos que tinham sido encontrados e entregues às autoridades.
A condução das licitações esteve a cargo de Rui Lagoas, polícia aposentado que desempenha esta função há cerca de 20 anos.
O responsável destacou que a participação nesta edição superou a dos anos anteriores, com alguns compradores especialmente interessados nas peças de ourivesaria.
O que acontece aos objetos perdidos que ninguém reclama?
Os artigos vendidos chegaram à PSP através de diferentes entidades, incluindo centros comerciais de Coimbra e da Figueira da Foz, bem como empresas de transportes públicos.
De acordo com o subintendente António Batista, os objetos permanecem à guarda da polícia durante um ano, período em que são realizadas diligências para identificar os legítimos proprietários.
A identificação pode ser feita através de documentos, informações existentes nos próprios objetos ou contactos de cidadãos que procuram recuperar os seus pertences.
Quando os bens não são reclamados e estão reunidas as condições legais para a sua venda, podem ser encaminhados para leilão.
Para onde vai o dinheiro angariado pela PSP?
A totalidade das receitas obtidas neste leilão reverte para os Serviços Sociais da PSP, estrutura responsável por prestar apoio social aos profissionais da polícia.
O montante angariado depende dos artigos disponíveis e da concorrência entre os participantes, podendo atingir vários milhares de euros.
A iniciativa permite, assim, dar uma nova utilização a objetos que ficaram sem proprietário identificado, ao mesmo tempo que contribui para financiar os serviços de apoio social da instituição.
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