Uma viagem de férias em família terminou num episódio de violência que está agora a ser investigado pelas autoridades. Um jovem de 20 anos é suspeito de ter atacado o próprio pai com uma arma branca, atingindo-o numa zona particularmente vulnerável do corpo.
O caso remonta ao passado dia 2 de agosto, mas a detenção apenas ocorreu esta semana, depois de o suspeito ter recebido alta de uma unidade hospitalar onde se encontrava internado desde os acontecimentos.
Segundo o Jornal de Notícias (JN), a Polícia Judiciária (PJ), através da sua estrutura de investigação criminal da Guarda, deteve o jovem por suspeitas da prática de um crime de homicídio qualificado na forma tentada.
Pai parou o carro para o filho retirar uma toalha da bagageira
A agressão aconteceu numa área de descanso da Autoestrada 23 (A23), na zona de Ramela, no concelho da Guarda, quando a família se encontrava em viagem.
De acordo com os elementos recolhidos durante a investigação, o jovem terá pedido ao pai que imobilizasse o automóvel, alegando que precisava de retirar uma toalha da bagageira.
O progenitor acedeu ao pedido e estacionou a viatura. Foi nesse momento que o filho o terá atacado com uma arma branca, atingindo-o na zona do pescoço.
A gravidade da agressão levou as autoridades a investigar os acontecimentos como uma tentativa de homicídio qualificado, tendo em conta os indícios recolhidos.
Recusa em acompanhar os pais nas férias terá motivado agressão
O motivo apontado para o ataque está relacionado com a viagem que a família estava a realizar. Segundo a investigação, o jovem terá indicado que não queria acompanhar os progenitores durante as férias.
Esta terá sido a razão apresentada pelo suspeito para justificar a agressão ao pai, embora as circunstâncias concretas do episódio continuem sob investigação.
As autoridades não divulgaram outros detalhes sobre eventuais conflitos familiares anteriores ou sobre o estado de saúde da vítima após o ataque.
Jovem esteve internado numa unidade de psiquiatria
Após os acontecimentos de 2 de agosto, o suspeito ficou internado numa unidade de psiquiatria, onde permaneceu durante aproximadamente três meses.
O jovem recebeu alta hospitalar na segunda-feira, 2 de novembro, circunstância que permitiu às autoridades avançar com a detenção.
A operação foi realizada pela Polícia Judiciária, em cumprimento de um mandado de detenção fora de flagrante delito emitido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Guarda.
Suspeito vai ser presente a tribunal
O jovem encontra-se fortemente indiciado pela prática de um crime de homicídio qualificado na forma tentada, estando previsto que seja presente esta terça-feira, 3 de novembro, a primeiro interrogatório judicial no Tribunal da Guarda.
Durante a diligência, o tribunal deverá avaliar os indícios apresentados pelas autoridades e determinar as medidas de coação ou de segurança consideradas adequadas.
O processo continua sob investigação, sendo importante recordar que a detenção e a existência de fortes indícios não equivalem a uma condenação judicial.
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