Um erro no desembarque de um voo proveniente do Brasil provocou constrangimentos no Aeroporto de Lisboa, durante a manhã desta terça-feira, 3 de novembro. Um autocarro transportou passageiros até uma entrada incorreta do terminal, permitindo que acedessem a uma zona destinada a viajantes que já tinham passado pelos controlos de segurança. A situação obrigou à repetição dos procedimentos de rastreio e perturbou os embarques.
Segundo o jornal Observador, o incidente envolveu o voo AD8752, proveniente do Brasil, cujos passageiros foram encaminhados para uma entrada que não correspondia ao percurso previsto. A ANA – Aeroportos de Portugal confirmou a ocorrência e atribuiu a falha ao serviço de assistência em terra, conhecido como handling, prestado pela empresa Menzies Aviation.
Autocarro deixou passageiros numa entrada incorreta
O problema começou quando os passageiros foram transportados da pista até ao terminal num autocarro que os deixou numa porta diferente daquela que deveria ter sido utilizada. Segundo a mesma fonte, esta situação permitiu que os viajantes entrassem numa área à qual não deveriam ter acesso durante o processo de desembarque.
A falha comprometeu a separação entre os passageiros que acabavam de chegar ao aeroporto e aqueles que já tinham cumprido os procedimentos de segurança antes do embarque. Esta distinção é necessária para garantir que todas as pessoas presentes nas zonas reservadas aos passageiros que vão embarcar foram devidamente sujeitas aos controlos exigidos.
Passageiros tiveram de passar novamente pelo raio-X
Perante a possibilidade de contacto entre viajantes sujeitos a diferentes procedimentos de segurança, as autoridades aeroportuárias determinaram a realização de um novo rastreio. A medida obrigou os passageiros que se encontravam na área internacional afetada a repetir os controlos, incluindo a passagem pelo raio-X.
A ocorrência afetou dezenas de pessoas e provocou constrangimentos no Terminal 1. Contudo, a ANA esclareceu que não foi identificada qualquer ameaça concreta à segurança, tratando-se de uma medida preventiva destinada a restabelecer as condições exigidas pelas normas da aviação civil.
ANA confirma erro da empresa responsável pelo desembarque
Em declarações ao Observador, a ANA explicou que a necessidade de realizar novos controlos resultou de uma falha operacional da Menzies Aviation no desembarque do voo AD8752. A entidade gestora dos aeroportos portugueses confirmou que foi necessário reforçar os procedimentos de segurança na área internacional do terminal.
A situação provocou momentos de confusão entre os passageiros que aguardavam pelos respetivos voos, afetando o funcionamento habitual dos embarques. No entanto, apesar de terem circulado informações sobre uma eventual evacuação do aeroporto, a ANA esclareceu que não houve uma evacuação geral das instalações.
Aeroporto já tinha registado outro incidente em setembro
O episódio ocorreu pouco mais de um mês depois de outra falha relacionada com o acesso às zonas restritas do Aeroporto Humberto Delgado. No final de setembro, a abertura indevida de uma porta de emergência permitiu que passageiros provenientes da área das chegadas entrassem numa zona de partidas onde já se encontravam viajantes que tinham cumprido os controlos de segurança.
Na sequência dessa ocorrência, a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da Polícia de Segurança Pública identificou quatro pessoas envolvidas. O incidente também levantou questões relacionadas com os procedimentos de acesso e a necessidade de manter separadas as diferentes áreas de circulação dos passageiros.
Falha obrigou a medidas preventivas de segurança
No caso desta terça-feira, a repetição dos controlos foi determinada para assegurar que todos os passageiros presentes na área internacional tinham cumprido os requisitos necessários antes de embarcar. A ANA confirmou que a intervenção teve origem numa falha do serviço de assistência em terra e não numa ameaça de segurança identificada pelas autoridades.
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