Agentes da Polícia de Segurança Pública aceitaram cravos vermelhos oferecidos durante os protestos pela habitação em Lisboa e no Porto, colocando as flores nas fardas. Os episódios foram registados em dias diferentes, na Praça D. João I e no Rossio.
Estudantes ofereceram flores aos polícias no Porto
No sábado, 31 de outubro, estudantes universitários distribuíram cravos pelos participantes na concentração na Praça D. João I, incluindo os polícias que acompanhavam o protesto. Alguns aceitaram as flores, como mostram as imagens divulgadas pela SIC Notícias.
Na reportagem sobre essa noite, o Observador descreveu que Eduarda Fã, da PSP, colocou um cravo na manga do uniforme e o manteve durante a noite, mesmo depois de vestir um casaco. Outras flores ficaram no para-brisas de uma viatura policial.
A entrega ocorreu durante a concentração que antecedeu a assembleia popular e a posterior intervenção policial na madrugada de 1 de novembro.
No Rossio, a iniciativa partiu de uma florista
Em Lisboa, um gesto semelhante foi registado na noite de segunda-feira, 2 de novembro.
Uma florista chegou ao Rossio com cravos para distribuir pelos manifestantes e estendeu a oferta aos polícias presentes. Alguns aceitaram as flores e colocaram-nas nas fardas, segundo o relato divulgado pela SIC Notícias. As imagens foram registadas durante mais uma noite de protestos pelo direito à habitação.
Um símbolo associado à liberdade
O cravo vermelho está ligado ao 25 de Abril de 1974 e tornou-se um dos símbolos da liberdade e da democracia portuguesas.
Nos dois episódios, os relatos identificam a oferta das flores e a sua colocação nas fardas. A intenção atribuída ao gesto pelos próprios agentes não foi esclarecida nas notícias consultadas.
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