Uma nova ameaça de bomba a bordo de um avião obrigou à intervenção das autoridades portuguesas na manhã desta sexta-feira, 6 de novembro. O incidente ocorreu no Aeroporto Humberto Delgado, onde a Polícia de Segurança Pública (PSP) está a investigar a situação.
De acordo com a SIC Notícias, o alerta envolveu um avião da Ryanair que fazia a ligação entre Roma e Lisboa. A aeronave aterrou na capital portuguesa por volta das 08h00, tendo sido desencadeada uma operação policial para avaliar a credibilidade da ameaça.
A PSP deslocou-se ao aeroporto para investigar o incidente e determinar se existia algum perigo para os passageiros e tripulantes. Até ao momento da informação divulgada pela SIC, não tinham sido apresentados resultados conclusivos sobre a investigação.
Pelo menos 27 aviões afetados por ameaças de bomba na Europa
O episódio registado em Lisboa surge numa altura em que várias companhias aéreas europeias têm sido confrontadas com ameaças semelhantes.
Segundo a SIC Notícias, pelo menos 27 aviões na Europa foram obrigados a aterrar sob suspeita de transportarem explosivos a bordo. Entre os voos afetados encontra-se um que partiu do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.
As ameaças atingiram tanto companhias aéreas de baixo custo como transportadoras tradicionais, provocando operações de segurança em diferentes aeroportos europeus.
Em algumas situações, as autoridades tiveram de mobilizar forças policiais e equipas médicas, enquanto determinadas aeronaves foram obrigadas a alterar as rotas inicialmente previstas.
Avião foi escoltado por dois caças até uma base militar
Um dos episódios mais relevantes envolveu um voo que transportava passageiros de Dublin, na Irlanda, para Roma, em Itália.
Perante uma ameaça de bomba, a aeronave foi desviada para uma base militar em França, onde aterrou em segurança. Durante a operação, o avião foi escoltado por dois caças, numa intervenção destinada a garantir a segurança da aterragem.
As ameaças também afetaram voos com destino a Sófia, na Bulgária, Varsóvia, na Polónia, Madrid, em Espanha, Viena, na Áustria, e Praga, na República Checa.
A sucessão de incidentes levou à intervenção das autoridades de vários países, que procuram esclarecer a origem das ameaças e perceber se existe alguma ligação entre os diferentes episódios.
Grupo russo apontado como possível responsável por algumas ameaças
As autoridades europeias estão a investigar a possibilidade de algumas das ameaças terem uma origem comum.
Segundo a SIC Notícias, o aeroporto de Roma e as autoridades búlgaras afirmaram ter recebido ameaças provenientes da mesma organização, identificada como Fighters of the Male State, um grupo russo de extrema-direita.
Apesar destas informações, ainda não está demonstrado que todos os incidentes estejam relacionados ou que tenham sido organizados pelos mesmos responsáveis.
O comissário europeu dos Transportes, Apostolos Tzitzikostas, apelou à prudência na avaliação dos acontecimentos, considerando que «é demasiado cedo para tirar conclusões sobre se os incidentes estão relacionados entre si».
No caso do avião da Ryanair que aterrou esta sexta-feira em Lisboa, a PSP continua a investigar as circunstâncias da ameaça. Não foi confirmada qualquer ligação entre este episódio e os restantes incidentes registados na Europa.
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