Vários aeroportos europeus viveram momentos de tensão nas últimas 24 horas, depois de uma sucessão de ameaças de bomba ter obrigado as autoridades a desencadear operações de segurança. Pelo menos seis voos foram afetados, com algumas aeronaves a serem desviadas e outras sujeitas a inspeções após a aterragem.
Os incidentes ocorreram entre segunda-feira, 2 de novembro, e esta terça-feira, 3 de novembro, envolvendo diferentes companhias aéreas e aeroportos de vários países europeus. Apesar da dimensão dos alertas, nenhuma das ameaças tinha sido confirmada como verdadeira até ao momento da divulgação das informações.
Segundo a BBC, entre os aviões envolvidos encontra-se uma aeronave da Ryanair que tinha partido de Lisboa e aterrou no Aeroporto de Fiumicino, em Roma, Itália.
Avião que partiu de Lisboa foi inspecionado em Roma
Um dos episódios envolveu dois voos da companhia aérea Ryanair que aterraram no Aeroporto de Fiumicino, na capital italiana, depois de terem sido emitidos alertas de segurança.
De acordo com a BBC, uma das aeronaves tinha partido de Dublin, na Irlanda, enquanto a outra era proveniente de Lisboa. Ambos os aviões foram sujeitos a inspeções pelas autoridades italianas, na sequência das ameaças recebidas.
Até ao momento, não foram divulgados detalhes sobre o número de passageiros a bordo dos dois voos ou sobre eventuais atrasos provocados pelas operações de segurança.
Caça militar escoltou avião até aeroporto na Hungria
A sucessão de incidentes começou na segunda-feira, quando um avião da Wizz Air, que tinha partido do Aeroporto de Londres Luton com destino a Sófia, na Bulgária, recebeu uma ameaça de bomba.
Perante o alerta, a aeronave foi encaminhada para o Aeroporto de Budapeste, na Hungria, onde aterrou em segurança. Durante a operação, o avião foi escoltado por um caça militar húngaro.
Após a aterragem, foram realizadas verificações de segurança para determinar se existia algum engenho explosivo a bordo. A operação mobilizou as autoridades aeroportuárias e os serviços de segurança.
Aeroporto de Varsóvia também foi afetado
Na manhã desta terça-feira, um novo alerta provocou perturbações na Polónia. Um voo da LOT Polish Airlines, proveniente do Aeroporto de Heathrow, em Londres, e com destino ao Aeroporto Chopin, em Varsóvia, foi desviado para o Aeroporto de Modlin.
A ameaça de bomba levou à ativação dos procedimentos de emergência e provocou perturbações no funcionamento do aeroporto internacional de Varsóvia, que chegou a encerrar temporariamente.
As autoridades polacas realizaram as verificações necessárias para garantir a segurança dos passageiros e das instalações aeroportuárias.
Ryanair também recebeu ameaça de bomba em Espanha
Outro dos incidentes ocorreu em Múrcia, Espanha, onde um avião da Ryanair, proveniente de Manchester, no Reino Unido, foi alvo de uma operação de segurança.
A aeronave recebeu uma ameaça semelhante às registadas noutros países europeus, levando as autoridades espanholas a realizar uma inspeção para verificar a existência de qualquer objeto suspeito.
O episódio juntou-se aos restantes alertas que afetaram a aviação europeia durante o mesmo período, embora não tenha sido confirmada qualquer ligação entre os diferentes casos.
Sexto incidente envolveu companhia aérea escandinava
O sexto caso conhecido envolveu um avião da companhia aérea Scandinavian Airlines (SAS), que tinha partido de Copenhaga, na Dinamarca, com destino a Varsóvia, na Polónia.
A aeronave aterrou em segurança esta terça-feira, depois de ter sido recebida uma ameaça cujo conteúdo não foi divulgado pelas autoridades.
A companhia confirmou que os passageiros já tinham desembarcado, permitindo que fossem realizados os procedimentos de segurança necessários.
Nenhuma das ameaças foi confirmada
De acordo com as informações divulgadas, todos os alertas foram feitos de forma anónima e obrigaram à intervenção das autoridades competentes, incluindo equipas policiais e unidades especializadas na deteção de explosivos.
As operações envolveram inspeções às aeronaves e verificações de segurança, com o objetivo de excluir a presença de engenhos explosivos e garantir a proteção dos passageiros e das tripulações.
Até ao momento, nenhuma das seis ameaças foi confirmada como verdadeira. Também não existem informações que permitam estabelecer uma ligação entre os incidentes, que continuam a ser analisados pelas autoridades dos países envolvidos.
















