A Mina de Sal-Gema de Loulé vai receber visitantes para uma refeição a 230 metros de profundidade. O “Almoço Mineiro Subterrâneo” recupera a tradição das marmitas dos trabalhadores, com a primeira sessão pública prevista para 12 de novembro.
Marmitas recuperam a memória dos mineiros
A iniciativa resulta de uma parceria entre a Tech Salt e a Associação das Terras e das Gentes da Dieta Mediterrânica. Segundo o NERA — Associação Empresarial da Região do Algarve, a apresentação inaugural decorreu a 28 de outubro, permitindo testar o conceito com convidados e recolher sugestões antes da abertura ao público.
A proposta combina gastronomia, património geológico e memória do trabalho subterrâneo, procurando valorizar os recursos e a identidade cultural da região.
De acordo com a reportagem do Barlavento, os almoços estão pensados para grupos de 20 pessoas, entre as 12:00 e as 14:00. Após a descida de elevador, a refeição é servida numa galeria, em mesas de madeira.
“Não é para um turismo massivo”, explicou o geólogo Renato Godinho ao jornal, salientando a importância do convívio.
Sabores tradicionais e visita a Santa Bárbara
Na apresentação, a chef Paula Miguel preparou tiborna de muxama, jantar de grão e bolo de figo. Houve também vinho algarvio, café e medronho.
O programa inclui uma visita à coleção dedicada a Santa Bárbara, padroeira dos mineiros. A intenção é repetir a experiência mensalmente, admitindo-se aumentar a frequência.
O cenário tem uma história que remonta à década de 1960. A Tech Salt explica que a abertura dos poços começou em janeiro de 1964. Dois anos depois, uma galeria a 230 metros ligava os acessos, permitindo a ventilação e o início da exploração.
Antes da apresentação, o almoço conquistou a categoria “Turismo & Recursos Geológicos” do concurso INOVA ALGARVE + DIVERSIFICAR, promovido pelo NERA, recebendo um prémio de 2.500 euros.
Leia também: No Restaurante Bocage, em Loulé, as iscas custam 11€ e o Guia Repsol recomenda-as















