O eurodeputado português Hélder Sousa Silva defendeu no Parlamento Europeu que as escolas de diferentes países sejam ligadas através das Alianças de Escolas Europeias, incluindo o ensino profissional, numa iniciativa destinada a melhorar a qualidade da educação e a preparação dos jovens para o mercado de trabalho.
A Comissão Europeia está a preparar um projeto-piloto para estas alianças, cujo modelo deverá incorporar recomendações aprovadas em julho pela Comissão da Cultura e da Educação do Parlamento Europeu.
Coordenador do PPE para a Educação e a Cultura, Hélder Sousa Silva considera que “as Alianças de Escolas Europeias podem transformar o problema de falta de recursos com as competências necessárias, numa resposta europeia concreta”.
O comunicado refere que 46% das pequenas e médias empresas europeias têm dificuldade em encontrar trabalhadores com as competências adequadas, situação apontada como um obstáculo ao investimento. Perante este cenário, o eurodeputado afirmou em plenário, em Estrasburgo, que “não podemos deixar que a falta de competências trave o crescimento europeu”.
Redes entre escolas de diferentes países
Hélder Sousa Silva defende que as Alianças de Escolas Europeias permitam criar redes estruturadas entre estabelecimentos de ensino de diferentes Estados-membros.
“A proposta é ligar escolas de diferentes países em redes estruturadas, para que professores trabalhem em conjunto, os alunos beneficiem de uma aprendizagem mais aberta à Europa e as melhores práticas pedagógicas sejam partilhadas e replicadas além-fronteiras”, explicou.
Para o eurodeputado, “não se trata apenas de mobilidade, trata-se de melhorar a qualidade da educação e de preparar melhor os jovens, com bases sólidas, competências digitais e pensamento crítico”.
Hélder Sousa Silva considera ainda que estas redes podem ampliar oportunidades em territórios onde o acesso a determinadas experiências educativas é mais limitado.
“Uma escola do interior ou de uma região periférica poderá integrar uma rede europeia e dar aos seus alunos acesso a experiências que nem sempre estão ao seu alcance”, afirmou perante os eurodeputados.
Ensino profissional deve integrar projeto
Além de apoiar a iniciativa, Hélder Sousa Silva defende que o projeto seja acompanhado por regras simples e critérios claros para avaliar a participação e os resultados de aprendizagem, pedindo “alianças exigentes nos resultados, não na burocracia”.
O eurodeputado eleito pelo PSD considera também que o ensino profissional deve fazer parte desta cooperação europeia, defendendo que, desta forma, “melhoramos a educação sem deixar ninguém para trás”.
No final da intervenção, Hélder Sousa Silva deixou um apelo ao Parlamento Europeu: “Se queremos empresas mais competitivas amanhã, precisamos de escolas mais conectadas hoje”.
Leia também: Eurodeputado Hélder Sousa Silva pede mais proteção das crianças no mundo digital















