Quem procura agora uma casa para arrendar está a encontrar preços mais elevados do que há um ano. A renda mediana dos novos contratos voltou a acelerar no segundo trimestre de 2026 e atingiu 10,17 euros por metro quadrado em Portugal.
Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (INE) e mostram uma subida homóloga próxima dos 10%, depois de a renda mediana dos novos contratos já ter aumentado 9,1% no primeiro trimestre.
Entre abril e junho foram celebrados 35.407 novos contratos de arrendamento, mais 0,4% do que no mesmo período de 2025.
Grande Lisboa continua a ser a região mais cara
As diferenças entre regiões continuam, porém, a ser consideráveis. A Grande Lisboa apresenta a renda mediana mais elevada do país, de 15,24 euros por metro quadrado.
São mais de cinco euros por metro quadrado acima do valor mediano registado para o conjunto do país.
Logo depois aparecem a Região Autónoma da Madeira, a Península de Setúbal, o Algarve e a Área Metropolitana do Porto, mantendo-se a mesma ordem observada no primeiro trimestre deste ano.
As rendas aumentaram em todas as sub-regiões analisadas pelo INE, confirmando que a subida não ficou limitada às zonas onde o arrendamento já era mais caro.
Em Lisboa aproxima-se dos 18 euros por metro quadrado
Quando a análise é feita por município, a diferença torna-se ainda mais evidente.
Entre os 24 municípios portugueses com mais de 100 mil habitantes, todos registaram um aumento homólogo da renda mediana dos novos contratos durante o segundo trimestre.
Lisboa apresenta o valor mais elevado, com 17,79 euros por metro quadrado. Isto significa que, tomando apenas este valor mediano como referência, uma casa com 80 metros quadrados corresponderia a uma renda próxima dos 1.423 euros por mês.
Já a maior subida percentual ocorreu em Guimarães, onde a renda mediana aumentou 20,7% relativamente ao mesmo trimestre do ano anterior.
Os números dizem respeito aos novos contratos celebrados durante o período analisado e, por isso, não significam que todas as rendas atualmente pagas pelos inquilinos em Portugal tenham aumentado para estes valores.
Ainda assim, os dados mostram que entrar agora no mercado de arrendamento está mais caro: a mediana nacional ultrapassou a barreira dos 10 euros por metro quadrado e Lisboa permanece destacada entre os grandes municípios.
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