O novo aeroporto de Lisboa pode receber o primeiro avião mais cedo do que estava previsto. O Governo pretende antecipar para 2034 a entrada em funcionamento do Aeroporto Luís de Camões, em Alcochete.
De acordo com o portal ECO, o objetivo foi assumido pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, durante a VIII Cimeira do Turismo Português, realizada esta segunda-feira, 28 de setembro, em Lisboa.
Atualmente, o calendário apresentado pela ANA aponta para uma entrada em funcionamento em 2035/36, mas o Executivo quer reduzir esse prazo.
Segundo Miguel Pinto Luz, o Governo enviou uma carta à concessionária na qual pediu um esforço conjunto para conseguir antecipar para 2034 a aterragem do primeiro avião no novo aeroporto.
O que falta para chegar a 2034?
A antecipação não depende apenas da ANA. O ministro defende um esforço conjunto entre a concessionária, o Governo e as várias entidades envolvidas no processo.
José Luís Arnaut, presidente do conselho de administração da ANA, admitiu que a empresa partilha o objetivo do Governo, desde que seja possível encurtar os prazos necessários para concretizar o projeto.
Entre as entidades envolvidas estão a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e o Ministério das Finanças. A redução dos tempos de apreciação poderá permitir antecipar também o início das obras.
O calendário tem, contudo, várias etapas pela frente. A ANA deverá entregar o relatório financeiro do novo aeroporto em janeiro de 2027, seguindo-se o relatório final em janeiro de 2028.
Depois desse documento chegar às mãos do Executivo, o Governo prevê tomar a decisão final no prazo de três meses.
Quanto vai custar o novo aeroporto?
Essa é uma das perguntas que ainda não tem uma resposta definitiva. Miguel Pinto Luz reconheceu que o custo final apenas poderá ser conhecido quando o projeto estiver completamente definido.
A proposta apresentada pela ANA em julho aponta, para já, para um investimento entre 7,9 e 8,9 mil milhões de euros.
O ministro garantiu, no entanto, que existe uma condição da qual o Governo não pretende abdicar: a construção deverá ser financiada através de investimento 100% privado.
A ANA mostrou ainda abertura para prolongar a atual concessão dos aeroportos portugueses para além de 2062, como forma de diluir o investimento necessário para construir a nova infraestrutura.
Para já, 2034 é uma meta do Governo e não uma data definitiva. A concretização desse calendário dependerá do desenvolvimento do projeto, dos processos de avaliação e da capacidade das várias entidades envolvidas para encurtarem os respetivos prazos.
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