Uma nova moeda portuguesa de 2 euros começa a circular esta quarta-feira, 7 de outubro. A emissão assinala os 70 anos da Fundação Calouste Gulbenkian e inclui 100 mil exemplares destinados à circulação, além de versões especiais para colecionadores.
Pode aparecer no troco de uma compra e, à primeira vista, causar alguma estranheza por ter uma face diferente das moedas de 2 euros que habitualmente passam pelas mãos dos portugueses. A partir desta quarta-feira, há uma nova moeda comemorativa portuguesa em circulação.
A emissão é dedicada aos 70 anos da Fundação Calouste Gulbenkian, criada em 1956, e presta homenagem ao trabalho desenvolvido pela instituição nas áreas da arte, ciência, educação e beneficência.
Há 100 mil moedas destinadas à circulação
Segundo o plano numismático da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), serão emitidos 100 mil exemplares em acabamento normal destinados à circulação. A moeda tem valor facial de 2 euros, pesa 8,5 gramas e apresenta um diâmetro de 25,75 milímetros.
A distribuição ao público é efetuada através das instituições de crédito e das tesourarias do Banco de Portugal.
O desenho é da autoria de Pedro Carvalho, enquanto a face comum das moedas de 2 euros é da autoria de Luc Luycx. A composição visual evoca a coleção de moedas gregas de Calouste Gulbenkian e a diversidade cultural do Mediterrâneo.
Na face nacional pode observar-se uma representação inspirada nessa herança clássica, acompanhada pelas referências à Fundação Calouste Gulbenkian, a Portugal e aos anos 1956-2026.
Esta moeda de 2 euros vale mais do que 2 euros?
Para quem encontrar um dos 100 mil exemplares normais colocados em circulação, o valor facial continua a ser 2 euros. Ou seja, pode ser utilizada normalmente para efetuar pagamentos, tal como qualquer outra moeda comemorativa de 2 euros em circulação.
As moedas de euro correntes têm curso legal em toda a área do euro, independentemente da face nacional que apresentem.
Isto não significa, contudo, que todas as versões desta emissão sejam comercializadas por apenas 2 euros. A Casa da Moeda preparou também exemplares especificamente destinados ao mercado numismático.
Há versões especiais que custam mais
Além das 100 mil moedas correntes, o plano da INCM prevê 11 mil exemplares Flor de Cunho, 8 mil Proof e 5 mil Proof invertido.
Por exemplo, a versão Proof tem um limite de emissão de 8 mil unidades e é comercializada pela INCM por 19 euros, apesar de manter um valor facial de 2 euros. A versão Proof invertido, limitada a 5 mil exemplares, é vendida por 25 euros.
A diferença está no acabamento e na apresentação destinada aos colecionadores. A própria INCM explica que as moedas correntes com acabamento normal são colocadas em circulação pelo valor facial, enquanto exemplares com acabamentos especiais podem ser comercializados por valores definidos em função da coleção e da técnica utilizada.
Encontrar uma no troco não significa ter uma fortuna
Por isso, receber uma destas novas moedas numa loja ou num supermercado não significa automaticamente ter nas mãos uma peça que vale dezenas ou centenas de euros.
O facto de existirem apenas 100 mil exemplares destinados à circulação pode despertar interesse entre colecionadores, mas qualquer valorização futura no mercado numismático dependerá de fatores como procura, conservação e raridade efetiva.
A nova emissão junta-se assim às moedas comemorativas portuguesas de 2 euros e assinala sete décadas de atividade da Fundação Calouste Gulbenkian, podendo começar a aparecer nas carteiras dos portugueses a partir desta quarta-feira.
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