Movimentos e coletivos do Algarve convocaram para este sábado, 17 de outubro, às 17:30, uma concentração na Rotunda do Fórum, em Faro, pelo direito à habitação, contra a repressão e em solidariedade com a acampada do Porto.
Os promotores sublinham que o Algarve “é uma das regiões onde é mais difícil comprar ou arrendar casa” no país, segundo a notícia da Lusa. A iniciativa integra uma jornada de protestos que inclui manifestações da CGTP em Lisboa, Porto e Coimbra contra o aumento do custo de vida.
CGTP contesta preços da habitação, combustíveis e alimentação
A central sindical convocou as manifestações sob o mote “Mais salário, melhores pensões e serviços públicos | Contra o aumento do custo de vida | Novo rumo para Portugal!”.
No Porto, o início foi marcado para as 10:30, com um percurso entre a Praça da Batalha e a Praça D. João I. Em Coimbra, à mesma hora, a mobilização liga a Rotunda Portugal dos Pequenitos à Praça 8 de Maio.
Em Lisboa, a manifestação está marcada para as 14:30, com partida do Cais do Sodré e chegada ao Rossio.
Em declarações à Lusa, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que a iniciativa pretende dar voz a quem enfrenta dificuldades devido ao “brutal aumento” dos preços das casas, dos combustíveis e do cabaz alimentar. O dirigente criticou também a situação dos serviços públicos, defendendo que cada pessoa tenha “a oportunidade de lutar contra a política em curso”.
Movimento anuncia regresso das tendas à Praça D. João I
O protesto da CGTP no Porto termina na praça onde decorrem, há uma semana, ações pelo direito à habitação. A organização do movimento anunciou que voltará a montar tendas e a acampar no local.
“Voltaremos. Permaneceremos”, afirma num comunicado divulgado na sexta-feira, que prevê apoio à manifestação da CGTP às 12:00 e uma nova acampada às 19:00.
No fim de semana anterior, mais de 50 pessoas permaneceram na Praça D. João I após uma manifestação pelo direito à habitação e contra o custo de vida, realizada no Porto e noutras cidades.
Na madrugada de quinta-feira, o movimento denunciou uma carga policial que, segundo os manifestantes, terá provocado ferimentos em 39 participantes, dois dos quais em estado grave. Nessa noite, cerca de três mil pessoas juntaram-se aos manifestantes iniciais.
Tetos às rendas e mais habitação pública entre reivindicações
O movimento apresenta seis reivindicações principais. Contesta a lei das rendas, pede limites máximos aos valores do arrendamento, o fim dos despejos e da compra de imóveis por fundos abutres, mais habitação pública e a recuperação de imóveis devolutos para esse fim.
Funchal também tem manifestação contra o empobrecimento
Na Madeira, a delegação regional do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais convocou uma manifestação no Funchal, a partir das 10:00, sob o lema “Contra o Empobrecimento, pelos Direitos e por uma Vida Melhor”.
O sindicato sustenta que a inflação na região “mantém-se acima da média nacional, encarecendo ainda mais os bens e serviços essenciais”. Defende, por isso, que cabe ao Governo Regional adotar medidas concretas para responder às dificuldades acrescidas dos trabalhadores.
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