O Cais3, na zona ribeirinha de Portimão, recebe na sexta-feira a estreia do espetáculo “RUMOR – À escuta da cidade”, uma criação de Madalena Victorino, que aborda o fenómeno e o mistério do turismo no Algarve.
A obra de música, dança e palavra “resulta de um trabalho de investigação sobre a perda de identidade dos lugares, precisamente a partir do fenómeno do turismo que veio, de alguma forma, matar e, simultaneamente, salvar a região do Algarve”, escreve a autora numa nota enviada à agência Lusa.
Como é que a identidade do território foi transformada pelo turismo, foi a pergunta de partida para esta criação de Madalena Victorino, refletindo simultaneamente sobre o que o Algarve foi e o que se foi perdendo.
“Olhamos com cuidado e, ao mesmo tempo, com ironia, com sentido de análise todo este caminho que o Algarve tem vindo a fazer, assim como os seus habitantes e todos aqueles que vieram atrás do sonho algarvio, para podermos pensar o futuro”, refere a autora citada na nota.
Por outro lado, questiona, “Como olhar o futuro a partir desta derrocada do sistema que começa a avizinhar-se e perante a qual é urgente revitalizar o pensamento e a ação sobre a germinação de novas realidades”.
Com direção de produção e assistência artística de Ricardo Falcão, “RUMOR” conta com a participação de oito pessoas da comunidade de Portimão, bem como do Rancho Folclórico da Figueira, freguesia deste concelho algarvio do distrito de Faro.
O espetáculo estreia-se na sexta-feira, pelas 21:00, no Cais3 – Gil Eanes, na zona ribeirinha, repetindo no sábado e domingo no mesmo local e à mesma hora, integrado na programação artística da associação Lavrar o Mar para as comemorações do centenário da elevação de Portimão a cidade.
Depois de Portimão, “RUMOR” vai ser apresentado nos dias 13 e 14 de dezembro na Casa do Povo de Alferce, no concelho de Monchique.
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