Vinte e dois idosos foram retirados de um lar clandestino em Olhão, encerrado na terça-feira pelo Instituto da Segurança Social (ISS), na sequência de denúncias sobre o funcionamento ilegal do estabelecimento e alegadas situações de maus-tratos.
No espaço encontravam-se 13 homens e nove mulheres, a maioria com idades entre os 80 e os 89 anos. O ISS indicou que o estabelecimento “foi encerrado de forma urgente e imediata”.
A intervenção teve origem numa participação do Instituto da Segurança Social ao Ministério Público, apresentada após denúncias relacionadas com o funcionamento clandestino da estrutura e com alegados maus-tratos aos utentes.
Falta de higiene, alimentação e cuidados de saúde
Durante a inspeção, as equipas identificaram “condições consideradas graves”, entre as quais ausência de ventilação, alimentação e hidratação insuficientes, falta de higiene e de cuidados básicos de saúde, escassez de pessoal e instalações desadequadas ao grau de dependência dos idosos.
“Perante os riscos identificados, a equipa inspetiva do ISS encerrou o estabelecimento clandestino de forma urgente e imediata e retirou todos os idosos”, informou o instituto.
A equipa de ação social do Centro Distrital de Faro da Segurança Social contactou as famílias dos utentes durante a operação e procurou vagas para aqueles que não podiam ficar ao cuidado dos familiares.
Catorze idosos encaminhados para instituições
Dos 22 utentes retirados do estabelecimento, 14 foram encaminhados para instituições do setor social e solidário e um foi levado para uma instituição hospitalar.
O encerramento foi articulado entre a Segurança Social e a Autoridade de Saúde Pública, contando ainda com a colaboração da Guarda Nacional Republicana (GNR).
















