Grândola, vila obscena
Terra da privacidade
O povo é quem mais serena
Quem tem pasta é autoridade!
Quem tem pasta é autoridade
O povo é quem mais serena
Praia refém da propriedade
Grândola, vila obscena!
Em cada praia um porteiro
Em cada rosto vaidade
Para entrar, conta o dinheiro
E o capital dá exclusividade!
E o capital dá exclusividade!
Para entrar, conta o dinheiro
Em cada rosto vaidade
Em cada esquina um porteiro!
À sombra duma carteira
Com robusta capacidade
Fica a praia atrás da barreira
E à porta a comunidade!
E à porta a comunidade
Fica a praia atrás da barreira
Com robusta capacidade
À sombra duma carteira!
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