O AlertaFraude é um site português gratuito que reúne informação sobre burlas e ajuda os utilizadores a reconhecer sinais de fraude. A plataforma explica como funcionam diferentes esquemas, disponibiliza ferramentas para avaliar situações suspeitas e indica o que fazer e onde apresentar queixa em caso de burla.
Criado e mantido pela empresa WhiteHat, o projeto apresenta-se como uma iniciativa privada de informação e prevenção. Segundo a equipa, os conteúdos são editorialmente independentes, sem publicidade, patrocínios ou ligações de afiliados. As autoridades, os bancos e os reguladores mencionados são utilizados como fontes de informação.
Catálogo explica como funcionam os esquemas
Na página dedicada ao método de trabalho, o AlertaFraude apresenta um catálogo com 68 fraudes e burlas, distribuídas por dez temas. Os conteúdos são elaborados a partir de alertas públicos de autoridades, reguladores e notícias.
Os níveis de risco atribuídos resultam de uma avaliação editorial que combina a frequência dos esquemas com a gravidade das consequências descritas nas fontes. A plataforma admite rever a classificação quando surgirem novos dados.
Entre os assuntos abordados encontram-se burlas com MB WAY, mensagens falsas sobre entregas dos CTT, chamadas de falsos funcionários bancários e pedidos de dinheiro através do esquema “Olá mãe, mudei de número”.
Existem também conteúdos dirigidos a quem compra online, vende artigos usados, procura emprego ou pretende investir poupanças. A informação está organizada para permitir a pesquisa pelo nome do esquema, pela marca utilizada ou pela situação vivida.
Questionário ajuda a reconhecer sinais de fraude
A secção “Será burla?” propõe quatro perguntas para enquadrar uma situação suspeita. O ponto de partida é a forma como o contacto chegou ao utilizador: mensagem, chamada, abordagem presencial, anúncio ou proposta de negócio.
Segundo a descrição da ferramenta, as respostas permitem identificar sinais de alerta, sugerir medidas imediatas e apontar esquemas semelhantes ao caso apresentado.
Verificação de links, IBAN e telefones tem limites
O site disponibiliza ainda verificações de endereços de páginas, IBAN e números de telefone. Cada opção analisa características diferentes.
No caso das ligações, o serviço procura indícios como nomes que imitam marcas conhecidas, caracteres semelhantes e endereços encurtados. A própria página esclarece que o resultado não certifica a segurança de um site.
Quanto ao IBAN, a análise permite verificar o formato, identificar o país e, nos números portugueses, o banco. O titular da conta permanece desconhecido. A consulta de telefones indica o país e, quando aplicável, o tipo de número.
Suspeitas de fraude exigem contacto rápido com o banco
Para quem já forneceu dados bancários ou detetou movimentos desconhecidos, o Banco de Portugal recomenda contactar imediatamente a instituição através dos canais oficiais.
O supervisor aconselha pedir o cancelamento das credenciais de acesso comprometidas e, quando necessário, do cartão. Recomenda também confirmar pelos contactos oficiais qualquer pedido recebido em nome do banco, recordando que as instituições não solicitam dados de acesso ao homebanking por telefone, email ou SMS.
Mensagens e comprovativos devem ser preservados
A Linha Internet Segura recomenda guardar os registos das transferências e das mensagens trocadas com os autores da alegada burla.
Os nomes utilizados, os perfis nas redes sociais e os respetivos endereços podem constituir elementos de prova, mesmo que as contas deixem de estar disponíveis.
A situação pode ser participada às autoridades competentes. Nas orientações do Banco de Portugal são identificadas a PSP, a GNR, a Polícia Judiciária e o Ministério Público.
















