O ministro da Administração Interna, Luís Neves, desvalorizou esta sexta-feira, 30 de outubro, as críticas à sua permanência no Governo. No Parlamento, respondeu ao Chega afirmando que a força política da sua tutela e a sua própria posição são evidentes.
Pedro Pinto questionou condições para continuar no cargo
A troca de argumentos ocorreu durante a audição sobre o Orçamento do Estado para 2027, realizada na Assembleia da República, no âmbito da discussão da proposta na especialidade. A sessão reuniu as comissões de Assuntos Constitucionais e de Orçamento, Finanças e Administração Pública.
Segundo a agência Lusa, Pedro Pinto questionou se o governante tinha condições para continuar em funções e gerir um orçamento. O deputado classificou-o como “um ministro a prazo” e criticou o afastamento de Ricardo Carrilho da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
“Acho que todos os dias é absolutamente notória a força que a Administração Interna tem e que eu tenho”, respondeu Luís Neves.
Nomeações e negociações na resposta do ministro
Para sustentar a sua posição, o ministro apontou a nomeação de um novo secretário-geral do MAI e de um novo diretor nacional da PSP.
Referiu também a proximidade aos bombeiros, através de visitas aos 18 distritos, e destacou a seriedade e a firmeza do processo de negociações em curso com os sindicatos.
Afastamento de Carrilho motivou acusações à tutela
Ricardo Carrilho foi afastado a 12 de outubro. No comunicado que anunciou a decisão, o Governo enquadrou a cessação de funções na reorganização da Secretaria-Geral, associada à preparação de uma nova estrutura orgânica e à mudança da orientação da gestão.
O antigo responsável contestou a decisão, alegando retaliação por se recusar a avançar com procedimentos que considerava ilegais. O gabinete do ministro rejeitou essas acusações e invocou uma quebra de confiança, resultante de situações que, segundo a tutela, comprometeram o funcionamento dos serviços e a articulação institucional.
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