O presidente do Sporting, Frederico Varandas, poderá receber 675.000 euros brutos durante a temporada 2026/2027, um valor que resulta da atualização do salário fixo e dos prémios atribuídos pelo desempenho da SAD na época anterior. A remuneração dos administradores esteve entre os assuntos que mais contestação provocaram na última assembleia-geral da sociedade leonina.
A reunião realizou-se na segunda-feira, 26 de outubro, no Estádio José Alvalade, em Lisboa. De acordo com o Correio da Manhã, os três pontos relacionados com os vencimentos dos administradores registaram os números mais elevados de votos contra entre as 12 propostas submetidas a votação. Apesar da oposição, todas acabaram aprovadas, uma vez que o clube detém aproximadamente 88% do capital da SAD.
Como pode Frederico Varandas receber 675.000 euros?
O valor resulta da combinação de duas parcelas distintas. A primeira corresponde ao salário fixo anual, que passou de 300.000 para 356.000 euros. A segunda diz respeito aos prémios pelo desempenho desportivo e financeiro na temporada 2025/2026, avaliados em 319.000 euros, cujo pagamento está previsto para a época seguinte.
Segundo o mesmo jornal, Frederico Varandas poderá decidir receber já o aumento de 56.000 euros no vencimento fixo ou manter esse montante como crédito para utilizar posteriormente. Caso opte pela primeira possibilidade, os 356.000 euros de remuneração fixa, somados aos 319.000 euros em prémios, representam um total de 675.000 euros brutos na presente temporada.
Proposta de prémios foi a que teve mais votos contra
A atribuição da remuneração variável aos três administradores executivos foi o ponto que reuniu maior oposição. A proposta recebeu 80 votos contra e 22 abstenções, embora tenha sido aprovada por uma maioria expressiva. Estes números constam do comunicado divulgado pela Sporting SAD após a assembleia-geral.
Também o relatório sobre remunerações relativo ao exercício 2025/2026 gerou discordância, registando 60 votos contra e 13 abstenções. Em comparação, o relatório e contas da sociedade obteve apenas quatro votos contra e quatro abstenções, evidenciando uma diferença significativa entre a votação das contas e a das remunerações dos dirigentes.
Salário fixo aumentou quase 19%
A nova política salarial estabelece uma subida de 18,7% na remuneração fixa de Frederico Varandas, passando dos anteriores 300 mil euros para 356 mil euros anuais. A proposta que contempla esta atualização, juntamente com outras condições remuneratórias dos órgãos sociais, recebeu 71 votos contra e seis abstenções.
O aumento foi justificado pela Comissão de Acionistas com a necessidade de atualizar os valores remuneratórios, tendo em consideração a inflação acumulada entre 2022 e 2025, estimada em 19,2%. A mesma percentagem de atualização foi aplicada aos restantes administradores executivos, Francisco Salgado Zenha e André Bernardo, cujas remunerações fixas passaram de 225 mil para 267 mil euros por ano.
Presidente poderá chegar aos 890.000 euros anuais
Além do vencimento fixo, a nova política aprovada prevê prémios associados ao cumprimento de objetivos desportivos e financeiros. A remuneração variável máxima de Frederico Varandas sobe de 450.000 para 534.000 euros, elevando o valor total potencial para 890.000 euros brutos por ano.
Contudo, este montante não está garantido. Para atingir o limite máximo seria necessário cumprir um conjunto exigente de objetivos, incluindo resultados financeiros e conquistas desportivas. Os prémios podem variar conforme o desempenho da equipa nas competições nacionais e europeias, sendo pagos na temporada seguinte àquela a que dizem respeito.
Sporting registou lucro de 34,7 milhões de euros
A assembleia-geral aprovou também o relatório e contas da SAD relativo à temporada 2025/2026, que terminou com um resultado líquido positivo de 34,7 milhões de euros. Trata-se do quinto exercício consecutivo com lucros para a sociedade responsável pelo futebol profissional do Sporting.
Entre as restantes decisões esteve a autorização para a administração emitir um ou mais empréstimos obrigacionistas até ao montante global de 150 milhões de euros, num prazo de cinco anos. No final da reunião, Bernardo Ayala, presidente da Mesa da Assembleia Geral, salientou que todas as propostas tinham sido aprovadas por uma maioria muito expressiva, apesar das divergências registadas durante a votação de alguns pontos.
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