Os céus do Alentejo voltam a receber dezenas de balões de ar quente entre 7 e 12 de novembro, com a 29.ª edição do Festival Internacional de Balões de Ar Quente, que deverá juntar cerca de 30 equipas de vários países europeus.
O evento é organizado pela empresa Publibalão, em parceria com o clube de balonismo Alentejo sem Fronteiras, e volta a percorrer vários concelhos do distrito de Portalegre.
A programação deste ano passa por Ponte de Sor, Montargil, Benavila, Monforte, Fronteira e Alter do Chão, com a participação prevista de equipas provenientes de Portugal, Espanha, França, Bélgica e Suíça.
À agência Lusa, a relações-públicas do festival, Maria Inês Soares, considerou esta edição “particularmente especial”, por representar “o fim de um capítulo”, mas também o “início da preparação” para os 30 anos do FIBAQ, que serão assinalados em 2027.
Festival prepara comemoração dos 30 anos
“Em 2027, queremos iniciar um novo capítulo, reforçando a ligação às comunidades e aos municípios e, sobretudo, valorizando o potencial que o Alentejo tem no balonismo, queremos continuar a mostrar que esta região tem capacidade para acolher eventos internacionais”, disse Maria Inês Soares.
O FIBAQ começa no dia 7 de novembro, em Ponte de Sor, seguindo depois para Montargil, no mesmo concelho, no dia 8.
No dia 9 está previsto um voo matinal em Benavila, na Fundação Abreu Calado, no concelho de Avis. A programação segue para Monforte, no dia 10, Fronteira, a 11, e termina em Alter do Chão, no dia 12.
Os voos de balão de ar quente estão previstos duas vezes por dia, às 7:00 e às 14:30, dependendo sempre das condições meteorológicas.
Dois espetáculos noturnos integram programa
Além dos voos, a edição deste ano volta a incluir dois espetáculos “Night Glow”, que combinam luz, cor, música e as chamas dos queimadores dos balões.
O primeiro está marcado para 7 de novembro, às 19:30, em Ponte de Sor, enquanto o segundo terá lugar no dia 11, às 19:00, em Fronteira.
Os interessados em participar nos voos deverão adquirir pulseiras solidárias, cujas receitas revertem a favor de instituições e associações locais, bem como das corporações de bombeiros voluntários das localidades aderentes ao evento.
Segundo a organização, as pulseiras custam 99 euros por pessoa ao fim de semana e 75 euros durante a semana.
Organização destaca impacto nas comunidades
Para Maria Inês Soares, a dinâmica do festival tem a “capacidade de envolver” diferentes municípios e comunidades, “dando-lhes a oportunidade” de mostrar aos participantes e visitantes “aquilo que os torna especiais”.
“E isso é muito importante numa região como o Alentejo, onde precisamos de continuar a criar motivos para que as pessoas nos visitem, fiquem mais tempo e queiram regressar”, acrescentou.
O Festival Internacional de Balões de Ar Quente realizou a primeira edição em 1997 e esteve na origem da criação, em 2012, da primeira escola portuguesa para pilotos de balões de ar quente, instalada em Fronteira.
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