O Norte é a região portuguesa com maior esperança de vida à nascença, com 82,31 anos, acima dos 81,85 anos da média nacional. Dentro desta região, o Minho destaca-se com um território onde o indicador ultrapassa os 83 anos, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) para 2023-2025.
Minho reúne a sub-região com o valor mais elevado
O resultado mais alto pertence à zona do Cávado, que abrange seis concelhos minhotos: Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde.
Neste conjunto de municípios, a esperança de vida à nascença foi estimada em 83,06 anos. O território ocupa o primeiro lugar entre as 26 sub-regiões estatísticas portuguesas, superando a média nacional em 1,21 anos.
Numa reação aos resultados, a Comunidade Intermunicipal do Cávado manifestou “satisfação e orgulho coletivo” e destacou a importância dos indicadores para o planeamento dos serviços e das respostas ao envelhecimento da população.
Diferenças percorrem o país
Enquanto o Norte lidera a comparação entre as grandes regiões, os valores mais baixos registam-se nos Açores, com 78,69 anos, e na Madeira, com 80,06 anos.
A diferença também é expressiva entre homens e mulheres. No conjunto de Portugal, a esperança de vida à nascença situa-se nos 79,22 anos para os homens e nos 84,26 anos para as mulheres.
Face ao triénio 2022-2024, estes resultados representam ganhos de 3,4 meses e de 3,1 meses, respetivamente.
Norte também lidera entre quem chega aos 65 anos
Aos 65 anos, a esperança de vida no Norte é de mais 20,49 anos, acima dos 20,19 anos da média nacional.
Também neste indicador, a zona minhota do Cávado apresenta o valor mais elevado entre as sub-regiões: mais 21,28 anos. Segue-se a Região de Coimbra, com 20,99 anos.
Estes números consideram quem já atingiu os 65 anos. São indicadores distintos da esperança de vida à nascença, calculados com base nas condições de mortalidade observadas, e permitem comparar territórios e períodos sem prever a duração da vida de cada pessoa.
















