Ricardo Carvalho considera que Cristiano Ronaldo deveria ter sido substituído mais vezes durante a passagem de Roberto Martínez pela Seleção. O antigo adjunto reconheceu, contudo, as dificuldades de gerir a utilização do capitão português.
Ronaldo queria continuar a marcar
Na entrevista ao The Obi One Podcast, apresentado pelo antigo companheiro de equipa John Obi Mikel e por Chris McHardy, Carvalho explicou que Ronaldo acredita sempre que pode marcar, mesmo quando começa a acusar cansaço.
Como exemplo, recordou o encontro com o Uzbequistão no Mundial de 2026. Segundo o antigo adjunto, Portugal vencia por 3-0, com dois golos de Ronaldo, quando Martínez ponderou substituí-lo. O avançado respondeu: “Ainda agora comecei a marcar golos, quero mais”.
O jogo realizou-se a 23 de junho, em Houston, e terminou com uma vitória portuguesa por 5-0. Ronaldo marcou aos seis e aos 39 minutos, contribuindo para a vantagem de três golos ao intervalo. Nesse encontro, tornou-se o primeiro jogador a marcar em seis edições do Campeonato do Mundo e chegou aos dez golos na competição, ultrapassando os nove de Eusébio.
Os minutos dos outros avançados também pesam
Carvalho salientou que a gestão do capitão tem consequências para os restantes jogadores. Num grupo de 26 convocados, manter Ronaldo em campo limita as oportunidades dos outros avançados que aguardam minutos.
O antigo central explicou ainda que, com a idade, prolongar a utilização pode aumentar o desgaste e dificultar a resposta física.
Apesar de defender substituições mais precoces, distinguiu a sua opinião da responsabilidade de Martínez: “mas não sou o treinador principal”. A decisão final, sublinhou, pertencia ao então selecionador.
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