O quarteirense João Santos apresentou o Estatuto do Jovem Pescador numa sessão da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), realizada em Roma, em representação do secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro. A participação internacional surge depois de mais de uma década de esforços para promover a criação de medidas de apoio à renovação geracional no setor das pescas.
A iniciativa portuguesa, consagrada no Decreto-Lei n.º 6/2026, de 14 de janeiro, procura criar condições mais favoráveis à entrada dos jovens nas atividades da pesca e da aquicultura, valorizando estas profissões e contribuindo para assegurar a continuidade de um setor com particular importância para as comunidades costeiras.

A criação do estatuto resulta de um processo de sensibilização junto de diferentes fóruns e decisores políticos, no qual João Santos teve um papel destacado.
De acordo com a informação divulgada, a concretização desta medida “não teria sido possível sem o empenho e a persistência de João Santos, que ao longo dos anos sensibilizou os decisores políticos para a urgência de medidas concretas de apoio à renovação geracional no setor”.
De pescador profissional em Quarteira a representante português na FAO
A participação de João Santos na Youth Assembly Session, em Roma, constituiu uma oportunidade para apresentar internacionalmente o Estatuto do Jovem Pescador, em representação do secretário de Estado das Pescas e do Mar, professor Salvador Malheiro.
A intervenção permitiu dar a conhecer uma iniciativa portuguesa destinada a incentivar a participação das novas gerações nas atividades ligadas ao mar, através da valorização profissional e da criação de melhores condições de integração no setor.

A presença neste encontro internacional assumiu um significado particular para João Santos, tendo em conta a sua ligação pessoal e profissional à comunidade piscatória de Quarteira.
Antes de desempenhar funções no Ministério da Agricultura e Mar, trabalhou durante 12 anos como pescador profissional na sua terra natal, uma experiência que lhe permitiu conhecer diretamente as dificuldades da profissão e os desafios enfrentados por quem depende da atividade piscatória.
O conhecimento adquirido ao longo desse percurso esteve na base da sua intervenção em defesa de medidas que contribuíssem para tornar a pesca mais atrativa para os jovens e assegurar a continuidade da atividade.
Renovação geracional é um dos principais desafios do setor das pescas
A criação do Estatuto do Jovem Pescador procura responder à necessidade de atrair novas gerações para a pesca e a aquicultura, promovendo a valorização dos profissionais e o reconhecimento da importância destas atividades para a economia nacional.
A renovação geracional constitui um desafio particularmente relevante para comunidades como Quarteira, onde a ligação ao mar representa uma componente importante da história, da identidade e das tradições locais.
Neste contexto, a participação portuguesa na sessão da FAO permitiu contribuir para a reflexão internacional sobre o futuro das pescas, destacando a importância da formação, da valorização profissional e da criação de oportunidades para os mais jovens.

A apresentação do estatuto em Roma representa também um reconhecimento do percurso desenvolvido por João Santos, cuja persistência ao longo de mais de dez anos contribuiu para a concretização de uma medida legislativa destinada a apoiar as novas gerações de profissionais da pesca.
A experiência do quarteirense, desde os anos de trabalho como pescador profissional até à participação num encontro internacional das Nações Unidas, evidencia a ligação entre o conhecimento das comunidades piscatórias e a definição de políticas orientadas para o futuro do setor.
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