Mais de 800 pessoas participaram na primeira edição do Festival Geração Ciência sem Medo, que decorreu nos dias 30 e 31 de outubro, em Faro. A iniciativa mobilizou mais de 38 entidades parceiras e transformou o Jardim da Alameda e as instalações do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) em espaços dedicados à ciência, à experimentação e à partilha de conhecimentos com a comunidade.
Coorganizado pelo Centro Ciência Viva do Algarve (CCVAlg) e pela União das Freguesias de Faro, o festival apresentou um programa diversificado de atividades, reunindo investigadores, estudantes, professores, artistas, associações e famílias em torno da divulgação científica.

Ao longo dos dois dias, o público teve oportunidade de participar em experiências científicas, oficinas interativas, demonstrações, sessões de planetário, palestras e conversas com investigadores, numa programação que cruzou áreas como a ciência, a arte, o ambiente, a alimentação e a sustentabilidade.
A iniciativa contou com o apoio da Câmara Municipal de Faro, da Agência Ciência Viva, do IPDJ, da FAGAR, do Cineclube de Faro, do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA), do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) e da SEA-EU.
Mais de 38 entidades juntaram-se para aproximar a ciência da população
A diversidade de entidades envolvidas foi uma das características da primeira edição do Festival Geração Ciência sem Medo, que reuniu universidades, centros de investigação, laboratórios colaborativos, escolas, associações culturais e ambientais, organizações não governamentais, empresas e projetos artísticos.

Entre os participantes estiveram a Universidade do Algarve, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), o Europe Direct Algarve, a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), os Centros Ciência Viva de Lagos e Tavira e o Pavilhão do Conhecimento.
A programação contou igualmente com a colaboração do GreenCoLab, dos agrupamentos de escolas Pinheiro e Rosa e João de Deus, de escolas profissionais e de hotelaria e de organizações como a AIMM, a Sciaena, a Coopérnico, a ASMAL, a Ecotopia, a Tertúlia Algarvia e a comunidade LIXARTE, entre outras.

Esta participação permitiu abordar diferentes áreas do conhecimento, desde a investigação marinha e ambiental até à saúde, energia, gastronomia, cinema e artes, procurando demonstrar a presença da ciência em diferentes aspetos da vida quotidiana.
A Dieta Mediterrânica ocupou também um lugar de destaque, através da participação do grupo de trabalho associado ao Plano de Ação e Salvaguarda da Dieta Mediterrânica.

As atividades incluíram uma exposição, ações de sensibilização, demonstrações culinárias e degustações, permitindo explorar as relações entre alimentação, saúde, ambiente, ciência e património cultural.
A participação de chefs, estudantes de escolas de hotelaria e profissionais da gastronomia contribuiu para divulgar produtos e tradições alimentares da região, associando a aprendizagem científica à descoberta de sabores.

O festival recebeu ainda uma visita institucional que contou com a presença do vereador Carlos Luís, da Câmara Municipal de Faro, que teve oportunidade de conhecer as atividades e os projetos apresentados.
Outro dos momentos destacados pela organização foi a participação de Rosalia Vargas, antiga presidente da Agência Ciência Viva.
Organização faz balanço positivo e admite continuidade do festival
A adesão registada na primeira edição levou os responsáveis pela organização a fazer um balanço positivo da iniciativa, destacando a participação do público e o envolvimento das instituições parceiras.
Para Cristina Veiga-Pires, do Centro Ciência Viva do Algarve, e André Lara, da União das Freguesias de Faro, a realização do festival permitiu concretizar o objetivo de criar um espaço de aproximação entre a comunidade e o conhecimento científico.

“O desafio de realizar um Festival de Ciência em Faro foi conseguido e todos concordamos que, enquanto primeira edição, podemos considerá-lo um sucesso. Agradecemos a todas e a todos os que nos ajudaram a criar estes dois dias de partilha e descoberta”, afirmam os responsáveis.
O interesse manifestado por várias entidades e participantes em voltar a integrar uma próxima edição reforça, segundo a organização, a possibilidade de dar continuidade ao evento.

“Já nos disseram que o que custa é a primeira vez e que, para o próximo ano, será mais fácil e ainda melhor!”, acrescentam Cristina Veiga-Pires e André Lara.
A organização considera que a experiência demonstrou o potencial do Festival Geração Ciência sem Medo para integrar o calendário de eventos de Faro, promovendo a colaboração entre instituições científicas, educativas, culturais e ambientais.

A primeira edição terminou com um agradecimento às entidades parceiras, investigadores, professores, estudantes, artistas, voluntários e equipas técnicas que contribuíram para a realização das atividades.
Com mais de 800 participantes e a colaboração de mais de 38 entidades, o festival procurou demonstrar que o conhecimento científico pode ser divulgado de forma acessível e participativa, aproximando diferentes gerações da investigação, da criatividade e da descoberta.
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