Os veículos de duas rodas continuam a ganhar popularidade em Portugal, tanto como alternativa de mobilidade urbana como forma de lazer.
No entanto, a sua vulnerabilidade nas estradas exige precauções redobradas. A adoção de equipamento de proteção adequado é uma das medidas mais eficazes para reduzir os riscos associados à condução de motas.
Ignorar os equipamentos de proteção quando se anda de mota pode ser um erro com consequências graves.
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) voltou a alertar para a importância do uso de equipamento adequado, com um aviso claro: “os equipamentos de segurança são fundamentais para diminuir a gravidade das consequências em caso de acidente. Não os dispense porque salvam vidas”.
Qual é, afinal, a regra de ouro?
A chamada “regra de ouro” para a segurança dos motociclistas passa pelo uso completo e adequado do equipamento de proteção, mesmo em percursos curtos ou de rotina. Não basta o capacete — é necessário que todo o corpo esteja protegido, reduzindo os riscos em caso de queda ou colisão.
Equipamentos que deve sempre usar
De acordo com a ANSR, os equipamentos de proteção individual indispensáveis são:
-Capacete homologado: é obrigatório por lei. Deve estar ajustado e bem apertado para garantir a proteção correta da cabeça.
-Luvas: protegem as mãos, que são geralmente o primeiro ponto de contacto com o solo num acidente.
-Casaco com proteções: especialmente nos ombros, cotovelos e coluna, zonas muito expostas em quedas.
–Calças com proteção CE: ideais em pele ou materiais têxteis reforçados, protegem ancas, joelhos e canelas.
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-Botas específicas para motociclistas: cobrem tornozelos e evitam fraturas ou entorses.
-Colete ou colete com airbag: alguns modelos atuais oferecem proteção adicional para a zona torácica e cervical.
Mais do que uma obrigação legal, uma questão de bom senso
A ANSR reforça que o uso do equipamento completo deve ser encarado como uma medida básica de autoproteção.
Em muitos acidentes, a gravidade das lesões é diretamente proporcional à ausência de equipamento de segurança. Mesmo em percursos curtos, as consequências de uma queda sem proteção podem ser severas.
Acidentes em duas rodas: uma realidade preocupante
Segundo dados do relatório anual da ANSR, os motociclistas representam uma parte significativa das vítimas de acidentes rodoviários em Portugal.
Só em 2023, mais de 8.000 acidentes envolveram veículos de duas rodas, com centenas de feridos graves e dezenas de mortes.
As lesões mais comuns incluem fraturas nos membros inferiores, traumatismos cranianos e ferimentos na zona torácica — precisamente as áreas protegidas pelos equipamentos referidos.
A evidência estatística reforça a importância de investir em equipamento obrigatório para andar de mota como forma eficaz de mitigar riscos.
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