Nove das 29 pessoas retiradas das suas casas por razões de segurança na sequência do incêndio que atingiu, na terça-feira, o bairro da Horta da Areia, em Faro, já puderam regressar às habitações, enquanto outras 20 continuam acolhidas temporariamente, disse à Lusa fonte da área social.
“Queremos tentar uma solução rápida para alojar definitivamente as pessoas”, afirmou à Lusa Davide Fernandes, diretor técnico do Centro Comunitário Horta da Areia, adiantando que a Câmara de Faro já comunicou não dispor de habitação social para acolher as famílias afetadas.
De acordo com Davide Fernandes, das 29 pessoas inicialmente retiradas do bairro, nove “puderam regressar às suas habitações”, por as respetivas casas não terem sido atingidas pelas chamas.
O responsável explicou ainda que os elementos do centro comunitário acompanharam as famílias desalojadas “desde a primeira hora, nomeadamente através da disponibilização de medicamentos e refeições”.
Quatro crianças e dois bebés entre os desalojados
As 20 pessoas, entre as quais quatro crianças e dois bebés, de três meses e um ano, ficaram desalojadas depois de o incêndio de terça-feira ter destruído duas casas pré-fabricadas e alguns anexos naquele bairro nos arredores da cidade de Faro.
Os desalojados estão instalados temporariamente em estruturas disponibilizadas pelos serviços sociais municipais, distribuídos pelas piscinas municipais e pelo Centro de Alojamento de Emergência Social do Movimento de Apoio à Problemática da Sida (MAPS).
Segundo Davide Fernandes, diretor técnico do Centro Comunitário Horta da Areia, as habitações destruídas eram construções pré-fabricadas, e “a prioridade passou a ser encontrar uma solução habitacional definitiva” para as famílias afetadas, dada a indisponibilidade de habitação social da autarquia.
Incêndio destruiu casas pré-fabricadas e anexos
O incêndio deflagrou ao início da tarde de terça-feira e foi posteriormente dominado, tendo destruído duas casas pré-fabricadas e vários anexos. Não foram registados feridos entre a população residente.
O bairro da Horta da Areia tem 60 agregados familiares, num total de 260 pessoas, segundo Davide Fernandes, cujo centro comunitário presta apoio à população local desde 1998.
Câmara de Faro articula resposta com parceiros sociais
Fonte da Câmara de Faro disse à Lusa que a autarquia está a acompanhar os desalojados e a articular-se com os parceiros sociais para encontrar soluções que permitam responder às necessidades de habitação das famílias afetadas pelo incêndio.
A mesma fonte adiantou que três das 20 pessoas desalojadas na sequência do incêndio e que estavam temporariamente acolhidas no centro do Movimento de Apoio à Problemática da SIDA (MAPS) foram, entretanto, para casa de familiares.
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