O PSD Faro considera que a inclusão do projeto da rotunda das Pontes de Marchil na proposta de financiamento aprovada esta segunda-feira, 19 de outubro, pela Câmara Municipal representa uma mudança de posição do executivo. Apesar de reconhecer a importância da decisão, a estrutura social-democrata critica o atraso na concretização da intervenção e exige esclarecimentos sobre as razões que levaram à sua exclusão inicial.
Em comunicado, o PSD Faro sustenta que a alteração da proposta resulta da posição assumida pelos seus vereadores, que se opuseram à exclusão de investimentos iniciados pelo anterior executivo municipal, entre os quais a rotunda das Pontes de Marchil, considerada essencial para melhorar a mobilidade urbana e permitir a concretização da 3.ª Circular de Faro.
Segundo os sociais-democratas, a primeira proposta de financiamento não contemplava esta intervenção, circunstância que motivou o voto contra dos eleitos do partido. Após a apresentação de uma nova versão, já com a inclusão do projeto, os vereadores do PSD optaram pela abstenção, permitindo a sua viabilização.
O partido considera que esta evolução confirma a pertinência das posições que tem defendido e reclama uma explicação política para a alteração de entendimento do executivo camarário.
PSD acusa executivo de ter perdido um ano na concretização do projeto
A estrutura concelhia social-democrata recorda que, há cerca de um mês, o presidente da Câmara Municipal de Faro justificava a exclusão da rotunda das Pontes de Marchil do financiamento com a alegada falta de condições do projeto. Perante a decisão agora tomada, o partido entende que o executivo deve esclarecer o que mudou entretanto.
Para o PSD Faro, a recuperação do investimento evidencia também o atraso acumulado durante o primeiro ano de mandato, uma vez que, no seu entendimento, a intervenção deveria ter beneficiado de continuidade desde a entrada em funções do atual executivo.
Na posição divulgada, os sociais-democratas defendem que eventuais dificuldades técnicas ou procedimentos administrativos pendentes não justificavam a ausência de avanços, cabendo à Câmara Municipal encontrar soluções que permitissem dar seguimento ao projeto.
“Faro perdeu um ano que poderia ter sido utilizado para colocar este projecto numa fase muito mais avançada da sua concretização. A decisão agora tomada é positiva, mas não apaga o atraso nem dispensa o executivo de assumir a responsabilidade pelas suas opções”, afirma o PSD Faro.
O partido considera, por isso, que a reposição do investimento na proposta de financiamento constitui um desenvolvimento favorável para a cidade, mas não elimina a necessidade de apurar responsabilidades políticas pelo tempo que, na sua perspetiva, foi desperdiçado.
Sociais-democratas recordam voto contra do PS na Assembleia Municipal
O PSD Faro destaca igualmente a posição assumida pela bancada socialista na Assembleia Municipal de 30 de setembro, quando, de acordo com o comunicado, o PS foi a única força política a votar contra uma recomendação apresentada pelos sociais-democratas.
A iniciativa defendia a retoma da discussão sobre o financiamento municipal e a preservação de projetos considerados estruturantes, designadamente a rotunda das Pontes de Marchil e a sua ligação à futura 3.ª Circular.
Os sociais-democratas entendem que existe uma contradição entre esse posicionamento e a decisão agora tomada pelo executivo camarário, que voltou a incluir a intervenção na proposta de financiamento.
“A coerência do PSD produziu resultados. Na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal, os seus eleitos mantiveram a defesa deste investimento e contribuíram para que o bom senso chegasse, finalmente, à decisão do executivo”, sustenta a estrutura concelhia.
Apesar das críticas, o PSD Faro reconhece que foi dado um passo importante para recuperar um investimento que considera indispensável ao desenvolvimento da cidade. Contudo, defende que a decisão política deve ser acompanhada por medidas concretas que assegurem a execução da obra.
Nesse sentido, os sociais-democratas reclamam a apresentação de um calendário de execução, a conclusão dos procedimentos administrativos necessários e o avanço da intervenção, em articulação com o projeto da 3.ª Circular.
“Depois de um ano perdido, Faro precisa de execução, de prazos e de resultados”, conclui o PSD Faro, reiterando que continuará a acompanhar e a exigir a concretização dos dois investimentos.














