O Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, poderá ser o palco da conquista do oitavo título de MotoGP de Marc Márquez. O espanhol terminou em segundo no Grande Prémio do Qatar, vencido este domingo, 8 de novembro, por Marco Bezzecchi, deixando a próxima oportunidade de assegurar o campeonato para a ronda portuguesa.
O Grande Prémio de Portugal terá a sprint em 21 de novembro e a corrida principal no dia seguinte. É a penúltima ronda da temporada, pelo que a decisão ainda poderá prolongar-se até Valência, onde o Mundial termina uma semana depois.
Márquez chega ao Algarve com 60 pontos de vantagem
Segundo o balanço da Lusa, Márquez está a 14 pontos de garantir o título pelos seus próprios resultados, independentemente do que façam os adversários nas duas rondas que faltam.
O piloto da Ducati lidera com 431 pontos, mais 60 do que Jorge Martín, segundo com 371. Bezzecchi soma 357, a 74 pontos do primeiro lugar, precisamente o número de pontos ainda em disputa.
Para ser campeão no Qatar, Márquez precisava de vencer e de beneficiar de uma corrida sem pontos de Martín. Nenhuma das condições se concretizou: o líder terminou em segundo e o compatriota da Aprilia foi sétimo, apesar das limitações provocadas pela fratura no pulso direito sofrida na Austrália.
Márquez procura igualar os oito títulos de Giacomo Agostini na categoria principal e ultrapassar os sete de Valentino Rossi. Somando os campeonatos conquistados em 125 cc e Moto2, será o seu décimo título mundial.
Bezzecchi lidera desde a partida em Lusail
Na 20.ª ronda do campeonato, Bezzecchi completou as 22 voltas em 41 minutos e 29,173 segundos. Márquez terminou a 3,083 segundos e Raúl Fernández, também em Aprilia, fechou o pódio a 3,614 segundos.
Depois da queda na sprint de sábado, o italiano respondeu com uma corrida em que comandou desde a partida. Fernández ultrapassou Márquez nos primeiros metros e acompanhou o líder, enquanto o espanhol da Ducati enfrentava a pressão de Pedro Acosta, em KTM.
Acosta chegou a passar Márquez, mas o líder do Mundial recuperou a posição e melhorou o ritmo na segunda metade da prova. Na 13.ª volta, estabeleceu um novo recorde de volta em corrida em Lusail, com um minuto e 52,558 segundos.
A ultrapassagem a Fernández aconteceu a três voltas do fim. Márquez afastou-se do compatriota, mas Bezzecchi já tinha margem suficiente para assegurar a vitória.
“Foi um fim de semana importantíssimo”, afirmou Márquez, explicando que esperava uma Aprilia muito competitiva. Bezzecchi reconheceu as dificuldades na luta pelo campeonato: “Dependo de um milagre”. Ainda assim, mostrou satisfação por continuar matematicamente na discussão e vontade de melhorar nas corridas sprint.
Martín espera recuperar para Portugal
Fernández, que também recupera de uma lesão num dedo da mão direita, explicou que precisou “de gerir o consumo de combustível durante a corrida”. Nas últimas voltas, procurou acompanhar Márquez para se proteger da aproximação de Ai Ogura. “Foi muito difícil”, resumiu.
O japonês da Aprilia terminou em quarto, seguido de Enea Bastianini e Pedro Acosta, ambos em KTM. Martín foi sétimo, a 14,023 segundos do vencedor, depois de ter alcançado o terceiro lugar na sprint.
“Nas últimas três voltas só queria que acabasse”, confessou Martín, que lamentou o efeito da qualificação no resultado e espera chegar a Portugal próximo da plena condição física.
Apenas 16 pilotos alinharam na corrida
Francesco Bagnaia, da Ducati, ficou de fora após o acidente de sábado que lhe provocou fraturas num pé. Luca Marini, da Honda, também não participou, tal como os quatro representantes da Yamaha, ausentes desta ronda por decisão da marca relacionada com a segurança na região.
Dos 16 pilotos que partiram, Diogo Moreira, da Honda, e Brad Binder, da KTM, abandonaram, deixando 14 classificados.
No Mundial de Construtores, a Ducati segue na frente com 569 pontos, apenas mais oito do que a Aprilia.
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