Vilamoura vai receber, entre 11 e 19 de dezembro, cerca de 450 atletas provenientes de 72 países para disputar o Campeonato do Mundo de Juventude de Vela, uma competição internacional considerada uma “rampa de lançamento” para jovens velejadores que ambicionam chegar aos Jogos Olímpicos.
A apresentação oficial da prova decorreu esta segunda-feira, durante uma conferência de imprensa em que Nuno Reis, diretor executivo do Vilamoura Sailing, entidade responsável pela organização, destacou a importância de a localidade algarvia acolher o campeonato pela “segunda vez consecutiva”.
Em declarações à Agência Lusa, Nuno Reis explicou que a competição será disputada em seis classes – 29er, ILCA 6, Nacra 15, 420, IQFoil e Formula Kite -, reunindo jovens promessas da vela mundial numa edição que estabelece um novo recorde de países participantes.
Vilamoura bate recorde de países participantes no Mundial de Vela
“O evento do ano passado já tinha batido o recorde de participantes, com 69 países, e este ano elevámos para 72. É difícil crescer neste contexto porque não há muito mais países a andar à vela, mas a verdade é que conseguimos”, disse.
Em Vilamoura, estarão representados jovens velejadores de Portugal, Espanha, França, Itália, mas também de países mais distantes como o Siri Lanka, Porto Rico, as Bahamas ou Trindade e Tobago.
“No caso de Marrocos, por exemplo, convidámos, no ano passado, um atleta e, este ano, já vêm três. Tem havido um crescimento e acreditamos que isso atesta a nossa qualidade”, considerou Nuno Reis.
Desde que foi criado em 2016, o Vilamoura Sailing, “atualmente o maior centro de vela ligeira do mundo”, já recebeu vários atletas olímpicos, como Odile van Aanholt, neerlandesa que conquistou o ouro, em Paris2024, na classe 49erFX.
“Tornámo-nos a referência na vela olímpica e pré-olímpica. Estes Mundiais juniores são importantes também para o processo de renovação de atletas que passam a conhecer o espaço”, concluiu Nuno Reis.
O Campeonato do Mundo de Juventude de Vela estima-se que tenha que um impacto económico na região de cerca de 3,5 milhões de euros, gerando perto de 12 mil dormidas.
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