A prova de MotoGP disputada no Autódromo Internacional do Algarve gerou em 2025 um impacto de 102 milhões de euros em Valor Acrescentado Bruto, dos quais 56 milhões foram criados na economia algarvia, segundo um estudo desenvolvido pela EY-Parthenon para a Parkalgar.
O evento registou cerca de 166 mil entradas e recebeu adeptos de 70 países, com os visitantes estrangeiros a representarem 40% do público presente no circuito.
Portugal concentrou 60% dos espectadores, seguindo-se França, com 12%, e Espanha, com 8%. Entre os visitantes provenientes de fora da Europa, os maiores contingentes chegaram dos Estados Unidos, com 26%, do Canadá, com 21%, e do Brasil, com 16%.
O estudo traça também o perfil dos espectadores. Entre o público nacional, o perfil mais frequente correspondeu a um homem entre os 46 e os 55 anos, residente na região de Lisboa, que participou pela primeira vez no evento e manifestou intenção de regressar. Entre os visitantes internacionais destacou-se o perfil de um homem francês entre os 56 e os 65 anos, que viajou especificamente para o Algarve para acompanhar a prova, acompanhado e com bilhete para os três dias.
Visitantes do norte da Europa prolongaram estadias no Algarve
Os dados indicam que os visitantes provenientes de alguns países do norte da Europa permaneceram vários dias no destino. A Finlândia registou uma estadia média de 7,4 noites, seguindo-se a Dinamarca, com sete, o Luxemburgo, com 6,7, e a Alemanha, com seis noites.
O estudo aponta igualmente para um aumento da atividade turística nos municípios próximos do Autódromo Internacional do Algarve durante o mês da realização da prova. O crescimento das dormidas e do número de hóspedes foi, de acordo com a análise, significativamente superior ao observado durante o restante ano, sobretudo em Portimão e Lagoa.
Na despesa média efetuada em Portugal, os valores mais elevados foram registados pelos visitantes dinamarqueses, com 3.732 euros por pessoa, seguindo-se os suecos, com 2.636 euros, e os colombianos, com 2.583 euros.
A análise conclui que os visitantes provenientes de mercados mais distantes tendem a permanecer durante mais tempo e a gastar mais, sobretudo em alojamento e alimentação fora do recinto.
Alojamento e restauração entre as principais despesas
O alojamento representou uma despesa média global de 438 euros por visitante, enquanto a alimentação fora do recinto atingiu uma média de 326 euros.
As despesas efetuadas pelo público foram responsáveis, por si só, por 94 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto, 1.879 empregos equivalentes a tempo inteiro e mais de 32 milhões de euros em receita fiscal para o Estado português.
Jaime Costa, CEO do Autódromo Internacional do Algarve, considera que os números demonstram a importância da competição para a região.
“Os resultados deste estudo confirmam aquilo que temos vindo a observar ao longo dos últimos anos: o Autódromo Internacional do Algarve e o MotoGP são ativos estratégicos para o Algarve e para Portugal. A realização da prova em época baixa permite gerar procura turística num período em que isso é especialmente importante para a região, ao mesmo tempo que reforça a projeção internacional do destino. O evento atrai visitantes de dezenas de países, gera estadias mais prolongadas e cria impacto económico para um conjunto muito alargado de empresas ligadas ao turismo e aos serviços”, afirma.
Evento associado a mais de dois mil empregos
No total, o MotoGP Portugal 2025 representou 102 milhões de euros em Valor Acrescentado Bruto, 2.024 empregos equivalentes a tempo inteiro e 43 milhões de euros em remunerações.
O estudo estima ainda em 35 milhões de euros a receita fiscal associada ao evento.
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