A intervenção de José Nascimento na Comissão Nacional do Partido Socialista colocou os jovens, a educação, a saúde e a habitação no centro do debate, com o dirigente a defender melhores condições para estudar, trabalhar e construir um projeto de vida no Algarve.
O membro da Comissão Nacional do PS e presidente da Juventude Socialista de Loulé participou, a 10 de outubro, na reunião daquele órgão nacional, realizada no Hotel Altis, em Lisboa, onde contestou opções do Governo da AD nas áreas da educação, saúde e habitação.
“Que futuro está o Governo da AD a preparar para Portugal quando propõe aumentar as propinas, reduzir as verbas da Saúde e alterar as regras do arrendamento de forma que pode tornar mais difícil o acesso a uma habitação?”, questionou José Nascimento no início da intervenção.
O dirigente socialista centrou as críticas nas consequências que considera resultarem destas medidas para as famílias e para as novas gerações.
Propinas e financiamento da saúde entre as críticas
Na educação, José Nascimento criticou a proposta de aumento das propinas, argumentando que um eventual agravamento desta despesa se acrescentaria aos custos de alojamento, alimentação e transportes suportados pelos estudantes e pelas famílias.
“Um país que precisa de qualificações deve facilitar o acesso ao ensino superior”, afirmou.
Na área da saúde, manifestou preocupação com a redução de verbas indicada na proposta de Orçamento do Estado, que o comunicado quantifica em 1,5% face a 2026, correspondente a cerca de 268 milhões de euros.
José Nascimento defendeu que o fim do Plano de Recuperação e Resiliência não dispensa a continuidade do investimento nos hospitais, equipamentos e restantes serviços.
“A responsabilidade orçamental é também escolher onde investir para garantir o futuro. E o futuro do país depende da educação, da saúde e das condições de vida de quem trabalha”, sustentou.
Habitação apontada como obstáculo à autonomia
A habitação foi outro dos temas destacados pelo dirigente socialista, que reafirmou o apoio à posição do PS e criticou as alterações propostas pelo Governo relativamente a rendas antecipadas e cauções.
José Nascimento considerou que, num contexto de preços elevados das rendas, um aumento dos encargos exigidos no início dos contratos poderá criar dificuldades adicionais no acesso à habitação.
“Devemos perguntar ao Governo como é que aumentar essa barreira contribui para a autonomia dos jovens”, questionou.
Para o dirigente, o acesso a uma casa é uma condição essencial para permitir às novas gerações construir uma vida independente.
Algarve levado ao debate nacional
Na intervenção, José Nascimento destacou também a realidade algarvia, defendendo que a região deve criar condições para fixar as novas gerações e permitir o acesso ao ensino, emprego qualificado e habitação.
“Queremos que os jovens possam estudar, encontrar trabalho qualificado e construir uma vida na região”, declarou.
O dirigente apontou a habitação acessível, a capacidade dos serviços públicos e uma economia capaz de gerar oportunidades durante todo o ano como prioridades para o Algarve.
José Nascimento apelou ainda a uma maior capacidade de resposta às dificuldades sentidas pela população, defendendo que o PS deve afirmar-se através de propostas, exigência e proximidade.
“O PS deve reafirmar o seu compromisso de trabalhar por um país onde estudar, ter uma casa e receber cuidados de saúde sejam direitos garantidos, permitindo a todos viver com dignidade. É por esse país que aqui estou, é por esse país que vale a pena fazer política”, afirmou.
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