Um homem de 87 anos morreu na madrugada desta quarta-feira, 4 de novembro, no Hospital de Portimão, depois de ter permanecido cerca de 12 horas à espera da primeira observação médica no serviço de urgência, segundo noticiou a SIC. O utente, a quem tinha sido atribuída uma pulseira amarela na triagem, foi encontrado inconsciente na sala de espera quando os profissionais de saúde o chamaram para ser observado.
Residente em Sagres, no concelho de Vila do Bispo, o idoso deu entrada na unidade hospitalar pelas 17:00 de terça-feira, 3 de novembro, com queixas de dores abdominais e vómitos. Após a avaliação inicial, foi-lhe atribuída prioridade amarela, permanecendo a aguardar atendimento médico.
De acordo com a informação divulgada pela SIC, o homem só foi chamado para a primeira observação médica cerca das 4:40 da madrugada seguinte. Como não respondeu à chamada, uma enfermeira deslocou-se à sala de espera reservada aos doentes com pulseira amarela, onde o encontrou já inconsciente, conforme consta do relatório da ocorrência citado pela estação televisiva.
Utente foi submetido a manobras de reanimação
Após ter sido encontrado inconsciente, o idoso foi submetido a manobras de reanimação, numa tentativa de reverter a situação clínica.
Segundo a SIC, os profissionais de saúde realizaram inicialmente manobras de reanimação durante alguns minutos, tendo sido posteriormente prestado suporte avançado de vida.
Apesar da intervenção, não foi possível reverter a situação, tendo o óbito sido declarado perto das 5:00 de quarta-feira.
O homem tinha permanecido no serviço de urgência durante aproximadamente 12 horas desde a sua entrada no hospital, sem que tivesse chegado a ser observado por um médico, de acordo com a sequência dos acontecimentos relatada pela SIC.
Caso está a ser averiguado
Na sequência da morte do utente, o Hospital de Portimão apresentou condolências à família, segundo a informação avançada pela SIC.
O caso está a ser objeto de averiguações, não existindo, até ao momento da informação divulgada, uma data prevista para a sua conclusão.
As circunstâncias clínicas que conduziram à morte do idoso não são esclarecidas na informação disponibilizada, pelo que não é possível estabelecer uma relação causal entre o tempo de espera nas urgências e o óbito.
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