O detetive privado Julián Peribáñez, que integrou a equipa ao serviço do fundo criado pela família McCann entre 2008 e 2010, acredita ter identificado um grupo que poderá ter raptado Madeleine. Pede também às autoridades que verifiquem a identidade de uma criança retratada em fotografias que motivaram uma denúncia em Espanha.
As alegações constam de um comunicado enviado ao POSTAL esta quinta-feira, 15 de outubro, relativo a uma entrevista publicada a 27 de setembro no podcast Golden Circle. O texto não apresenta confirmação das autoridades sobre a ligação do grupo ao desaparecimento ou sobre a identidade da criança fotografada.
Suspeitas após novo trabalho de campo em Portugal
Peribáñez afirma ter realizado um novo trabalho de campo em Portugal, financiado pelo próprio, que o levou a suspeitar de um grupo de tráfico de seres humanos da Europa de Leste.
Segundo o seu relato, esse grupo terá sido expulso do Algarve pouco antes de maio de 2007. O detetive acredita que os seus elementos poderão estar ligados ao desaparecimento, mas o comunicado não identifica os alegados envolvidos nem apresenta os elementos que sustentam essa conclusão.
O investigador dirige um apelo a quem tenha vivido ou trabalhado no Algarve antes de 2007 e disponha de informações que possam contribuir para esclarecer o caso.
Fotografias motivaram denúncia à polícia espanhola
Outra questão levantada pelo detetive remonta a 2023. De acordo com o comunicado, uma menor vítima de sextorsão encontrou, num site de abuso infantil, fotografias de uma menina descrita como tendo sete ou oito anos.
Peribáñez refere que uma análise através da ferramenta de reconhecimento facial Face++ apontou uma probabilidade que o comunicado classifica como “muito alta” de se tratar de Madeleine. O resultado é apresentado como uma pista a verificar, não como uma identificação confirmada.
A Guardianes de la Inocencia, associação presidida pelo detetive, afirma ter apresentado uma denúncia à Polícia Nacional espanhola. Segundo o relato divulgado, esta polícia informou que a Interpol tinha identificado a menina na Ucrânia.
Peribáñez sustenta, porém, que essa identificação continua por confirmar. Não afirma que as fotografias sejam de Madeleine e pede que a informação seja verificada junto da Interpol.
Detetive diz não ter recebido resposta da Scotland Yard
O investigador afirma ainda ter enviado dois emails à Operation Grange, a unidade da Scotland Yard dedicada ao caso, incluindo o número da denúncia apresentada em Espanha, sem obter resposta.
No comunicado, esclarece que não questiona o profissionalismo dos agentes, mas o empenho na análise desta linha de investigação. A ausência de resposta aos contactos, tal como é relatada, não permite, por si só, concluir que a informação não tenha sido analisada.
Sobre as questões levantadas, o texto enviado à redação do POSTAL não inclui a posição da Scotland Yard, da Polícia Nacional espanhola ou da Interpol.
Apelo a antigos residentes e trabalhadores do Algarve
A entrevista ao Golden Circle foi divulgada em espanhol e, segundo os números apresentados no comunicado, ultrapassou as 500 mil visualizações, os 8000 “gostos” e, igualmente, mais de mil comentários no YouTube em menos de três semanas.
Peribáñez preside à Guardianes de la Inocencia, apresentada como uma associação sem fins lucrativos de detetives privados habilitados que combate a exploração sexual infantil.
Quem tenha vivido ou trabalhado no Algarve antes de 2007 e disponha de informações pode contactar o investigador através do endereço [email protected].















