Odeleite recebe, no dia 10 de outubro, às 15:00, a apresentação pública de um projeto destinado a valorizar produtos autóctones do nordeste algarvio, promover a inovação e criar novas oportunidades económicas num território marcado pelo despovoamento e pela desertificação.
O PAVIPANA – “Passas do Algarve – Valorização e Inovação dos Produtos Autóctones do Nordeste Algarvio” será apresentado no Centro de Dinamização das Cumeadas do Nordeste Algarvio, instalado na antiga Escola Primária da Corte Pequena, na freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim.
A iniciativa junta a Guadimonte – Cooperativa Agrícola Supramunicipal e a Universidade do Algarve e prevê um investimento elegível cofinanciado de 438.176,10 euros, com uma duração de 36 meses.
O projeto surge na sequência do incêndio de Castro Marim de 2021. Na altura, um grupo de 12 jovens agricultores e produtores da Cumeada de Alta Mora juntou-se para criar a Guadimonte, com o objetivo de desenvolver respostas económicas e sociais para o interior algarvio.
Seis produtos locais no centro da investigação
Um dos eixos do PAVIPANA passa pela valorização de seis produtos: figo passa, miolo de amêndoa, medronho fresco, queijo curado de cabra algarvia, farinha de alfarroba e mel.
A parceria científica com a Universidade do Algarve prevê análises físico-químicas, controlo de qualidade e trabalho destinado a prolongar o tempo de vida útil destes produtos, procurando aplicar investigação científica à pequena economia local. NOTA DE IMPRENSA
O projeto contempla também a criação de uma marca agregadora denominada “Passas do Algarve” e o desenvolvimento de novas embalagens, recorrendo a matérias-primas naturais da região, como cana, cortiça e palma, associadas às artes e ofícios do artesanato local.
Está igualmente prevista a criação de uma plataforma de venda online gerida pela cooperativa, bem como a elaboração de cadernos técnicos de boas práticas para certificar produções como “agricultura sustentável”, através do cálculo da pegada de carbono e energética. NOTA DE IMPRENSA
Nome recupera expressão ligada ao trabalho no interior
A designação “Passas do Algarve” recupera, de acordo com os promotores, uma expressão popular associada às dificuldades históricas enfrentadas na colheita, tratamento e armazenamento dos produtos no interior algarvio.
O comunicado refere que o nome procura simbolizar o “suor e sofrimento” ancestral associado à produção de bens locais.
A sessão pública de 10 de outubro contará com representantes da Cooperativa Guadimonte, investigadores da Universidade do Algarve, a presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Filomena Sintra, o vice-presidente da CCDR Algarve, Fernando Severino, e representantes de outras entidades e agentes do território.
O projeto é apoiado pelo Algarve 2030, Portugal 2030 e União Europeia. A Guadimonte foi fundada a 27 de novembro de 2021 por jovens produtores afetados pelo incêndio de Castro Marim de 16 de agosto desse ano e desenvolve iniciativas de caráter económico e social no Baixo Guadiana e nordeste algarvio.
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